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terça-feira, 3 de agosto de 2010

Oração Vocacional


Senhor da messe e pastor do rebanho,
Faze ressoar em nossos ouvidos teu forte
E suave convite: “Vem e segue-me!”
Derrama sobre nós o teu Espírito.
Que ele nos dê sabedoria para ver
o caminho e generosidade para seguir tua voz. Senhor, que a messe não se perca por falta de operários.
Desperta nossas comunidades para a missão.
Ensina a nossa vida a ser serviço.
Fortalece os que querem dedicar-se ao Reino,
na diversidade dos Carismas e ministérios. Senhor, que o rebanho não pereça por falta de pastores.
Sustenta a fidelidade de nossos bispos,
Padres, diáconos, consagrados e consagradas, ministros leigos e leigas. Dá perseverança a todas as pessoas vocacionadas.
Desperta o coração
Dos jovens para o ministério pastoral em tua Igreja. Senhor da messe e pastor do rebanho,
Chama-nos para o serviço de Teu povo. Maria, mãe da Igreja, modelo dos servidores do Evangelho,
Ajuda-nos a responder “Sim”. Amém!
“Jovem, Nosso Senhor pede que evangelizemos os pobres; é o que ele fez e o que quer seguir fazendo no meio de nós”. (São Vicente de Paulo)
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Oração Vocacional Esperança de Israel

Esperança de Israel, seu Salvador, no tempo da tribulação lançai sobre nós um olhar propício. Vede e visitai esta vinha, multiplicai seus rebentos e tornai perfeita a obra de vossa mão.
A seara é abundante, mas os operários são poucos.
Nós vos pedimos, ó dono da seara, que envieis operários para a vossa messe.
Multiplicai a família e encheia-a de alegria, a fim de sejam edificadas as muralhas de Jerusalém.
É vossa esta casa, é meu Deus. É vossa esta casa. Nela não haja nenhuma pedra que não tenha sido colocada pela vossa santa mão.
Aqueles que vós chamastes conserva-os em vosso nome e santificai-os na verdade. Amém
São Vicente de Paulo, Rogai por nós!

Servir a Deus ou ao Dinheiro?


A Campanha da Fraternidade deste ano é uma campanha ecumênica, cujo texto foi produzido pelas Igrejas Cristãs que fazem parte do CONIC ,“Conselho das Igrejas Cristãs do Brasil”. O tema “Economia e Vida” quer propor uma ordem econômica a serviço da vida. Penso não ser ingenuidade pensar que uma boa instituição não funcionará bem se não houver pessoas especialmente movidas pelo amor à vida, à própria e a vida de todos os outros. As leis garantem o mínimo.
O amor dá o máximo. Donde o texto inspirador da CF de 2010: “Não podeis servir a Deus e ao dinheiro”(Mt 6,24). Em sua última Encíclica “Caritas in Veritate”, o Santo Padre, Bento XVI nos advertia: “O binômio exclusivo mercado-Estado corrói a sociabilidade, enquanto as formas econômicas solidárias, que encontram o seu melhor terreno na sociedade civil, sem contudo se reduzir a ela, criam sociabilidade. O mercado da gratuidade não existe, tal como não se podem estabelecer por lei comportamentos gratuitos, e todavia tanto o mercado como a política precisam de pessoas abertas ao dom recíproco.”(37). Mas pessoas abertas ao dom recíproco são aquelas que ultrapassaram a fase egocêntrica do próprio desenvolvimento, amadurecidas para o amor.

Todos temos tendência a retornar sobre o próprio EGO, egoísmo, e só mediante um esforço permanente de conversão conseguimos situar-nos no horizonte da reciprocidade. Donde ser a Campanha da Fraternidade um precioso processo de reflexão situado no contexto da quaresma, tempo de preparação para a Páscoa, quando os cristãos celebram a paixão, morte e ressurreição de Cristo. Hoje como nunca a humanidade pode verificar os efeitos destrutivos do egoísmo que infecta as relações humanas gerando estruturas injustas que atentam contra a vida.

A antropologia cristã se apóia em três afirmações fundamentais: a) Deus criou o ser humano para ser feliz na comunhão com Ele, vivendo em comunidade, construindo pelo trabalho um mundo cada vez mais humano, e, depois, participar na eternidade da plenitude de sua vida; b) a humanidade, entretanto, pecou desde o princípio, introduzindo na história a desordem, cuja raiz é a ruptura da relação com o próprio Deus. O pecado destrói a harmonia querida por Deus e se instala dentro do ser humano como um dinamismo que conduz para a morte. Abandonado a si mesmo o ser humano não consegue reconstruir na verdade e na justiça sua vida; c) Deus não abandonou o ser humano: amou tanto o mundo que lhe deu seu Filho Único, Jesus Cristo, como Redentor(cf. Jo 3,16).

A missão redentora de Jesus, Ele a cumpre assumindo nossa condição de pecadores. São Paulo chega ao extremo de afirmar: “aquele que não cometeu pecado, Deus o fez pecado por nós, para que nele nos tornemos justiça de Deus”( II Cor 5,21). O Papa João Paulo II assim comenta essa passagem: “Para transmitir ao homem o rosto do Pai, Jesus teve não apenas de assumir o rosto do homem, mas de tomar também o « rosto » do pecado” (NMI 55). O profeta Isaias havia anunciado: “Eram na verdade os nossos sofrimentos que ele carregava, eram as nossas dores, que levava às costas. E o povo achava que ele era um castigado, alguém por Deus ferido e massacrado. Mas estava sendo traspassado por causa de nossas rebeldias, estava sendo esmagado por nossos pecados...”(Is 53,4ss). E mais adiante: “com sua experiência, o meu servo, o justo, fará que a multidão se torne justa”(53,11). São Paulo assim descreve o caminho percorrido por Jesus: o Filho “esvaziou-se de si mesmo, assumindo a condição de servo” e “humilhou-se, fazendo-se obediente até a morte e morte de Cruz”(Cf. Filip 2,6-8). “Por isso, Deus o exaltou acima de tudo” e o fez “Senhor” (2,9-10).

Pelo Espírito Santo o Cristo ressuscitado age em nós. Pela força do Espírito podemos vencer o pecado e refazer em nós a beleza divina que perdemos. A quaresma é tempo de meditar e orar sobre essas coisas. O mundo pode ser diferente em todos os níveis: na vida familiar, na vida social, na política, na economia. Uma cultura nova pode plasmar a convivência humana, a cultura da vida. Mas isso só será possível se houver conversão, volta para Deus. “Não podeis servir a Deus e ao dinheiro”, adverte-nos Jesus. A avareza - o desejo de acumular bens - é idolatria. Produzir bens, sem destruir a natureza, para o bem de todos é ordem divina. “Convertei-vos e crede no evangelho” significa crer na força transformadora do Espírito e empenhar-se na construção de uma ordem econômica onde o que Deus destinou a todos os seres humanos possa realmente chegar a todos os seres humanos. Recordemos a palavra de Bento XVI: “tanto o mercado como a política precisam de pessoas abertas ao dom recíproco.”(37).

Dom Eduardo Benes de Sales Rodrigues

Centro Vicentino prepara tríduo da Festa de São Vicente de Paulo


O Centro Vicentino Nossa Senhora das Dores de Araçoiaba da Serra estará promovendo de 23 a 26 de Setembro o tríduo da Festa de São Vicente de Paulo. Toda a programação acontecerá na Capela São Vicente de Paulo, situado na rua 21 de Abril,551, no Centro da Cidade. Acompanhe abaixo a programação.

23/09 – ÀS 19:30 – Missa com Pe. José Brasílio – Boituva
Conferências Responsáveis: São José e São Francisco

24/09 – ÀS 19:30 – Celebração da Palavra com Diácono Moisés
Conferência Responsável: Nossa Senhora das Dores

25/09 – Às 19:30 – Celebração da Palavra com Diácono José de Anchieta
Conferências Responsáveis: São João Batista e São Roque

26/09 – Às 10:00 – Missa com Pe. Jorge
Responsável Pela Liturgia: Matriz Nossa Senhora das Dores

SSVP também está agora no Nepal: primeiras Conferências fundadas


O Nepal se une agora aos 147 países onde a Sociedade de São Vicente de Paulo (SSVP) está inserida. Duas Conferências vicentinas foram fundadas nas paróquias de Anna Maria (na cidade de Pokhara) e Assunção (em Katmandú).
As duas unidades vicentinas foram iniciadas depois que o coordenador para Ásia/Oceania, Joseph Pandian, presidiu reuniões nas paróquias.
As conferências não só arrecadam dinheiro para os Pobres, mas ainda realizam visitas aos assistidos e doentes. Joseph Pandian defende: "A SSVP não se trata apenas de ajuda aos Pobres em termos de dinheiro e coisas materiais, como também em questões de companheirismo".
As duas novas unidades vicentinas têm a pretensão de ajudar famílias com adolescentes problemáticos e matrimônios abalados.

Fonte: da redação do SSVPBRASIL, com dados da SSVPGLOBAL

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Mês da Solidariedade no Chile recorda São Alberto Hurtado

São Alberto Hurtado pertenceu a SSVP em sua juventude
Sob o lema "Uma ação vale mais que mil palavras. Ponha em ação hoje, amanhã e sempre", diversas organizações ligadas a São Alberto Hurtado iniciaram o Mês da Solidariedade, para o qual convidam a uma série de atividades para refletir sobre a solidariedade e a promoção de um país mais justo com aqueles que sofrem ou se encontram abandonados.

Conforme indica a nota da Conferência Episcopal do Chile, centenas de jovens voluntários saíram às ruas em distintos pontos do país para entregar "biscoitos da solidariedade", as quais contêm mensagens que convidam a comunidade a realizar ações solidárias permanentes.


Fonte ACI Digital

Em 1660, há 350 anos atrás, passaram para a casa do Pai, São Vicente de Paulo e Santa Luísa de Marillac. Toda a Família Vicentina, no mundo inteiro, está sendo chamada a celebrar, neste ano de 2010, a vida e o carisma destes dois companheiros de fé e de ação, que deixaram a marca da ação caritativa na vida da Igreja e da humanidade.
Também no Brasil, como acontece com todos os Ramos da Família Vicentina, a Sociedade de São Vicente de Paulo, em conjunto com e sob a assessoria da coordenação do Conselho Nacional da Família Vicentina, estimula que todos os Confrades e Consócias a, de forma especial, refletir sobre o “carisma vicentino”, a partir de reflexões sobre a vida e o pensamento de São Vicente e Santa Luísa.
Para orientar esta reflexão, todos os vicentinos estão convidados a utilizarem, como texto base para as leituras espirituais nas reuniões de suas Conferências, as “doze fichas de reflexão para a Família Vicentina” apresentadas neste livro.
Tais fichas foram preparadas pela Comissâo do Patrimônio Espiritual (Heritage Commission) para a comemoração dos 350 anos da morte de São Vicente de Paulo e Santa Luísa de Marillac de forma a oferecer material de reflexão para a comunidade vicentina ao longo de todo o ano: uma ficha para cada mês.
Ao longo da história, Deus suscita alguns homens e mulheres a darem um testemunho marcante de fé, que sirva para orientar e motivar a humanidade na sua caminha neste mundo rumo ao Pai. São os profetas e Santos, que dão testumunhos que vem de encontro às necessidades específicas do povo em um dado momento histórico, mas que se perpetuam como carismas vivos dentro de Igreja.
Assim, no século XVII, quis o Senhor que São Vicente e Santa Luísa marcassem, de forma profunda, a importância da Caridade como atitude de vida e de missão que deve orientar a vida de todos os que se apresentam como um seguidores de Jesus Cristo.
De fato, como nos lembra Bento XVI, na Encíclica Deus é Amor, “o amor ao próximo, radicado no amor a Deus, é um dever antes de tudo para cada um dos fiéis”. Diz ainda que “a Igreja como comunidade deve praticar o amor. Consequência disso é que o amor tem necessidade também de organização como pressuposto para um serviço comunitário ordenado ”.
Bento XVI irá lembrar ainda que a “consciência que o dever do amor ao próximo tem relevância constitutiva na Igreja desde o seu início: Todos os crentes viviam unidos e possuíam tudo em comum (...) pelo que, no seu meio, já não subsite a diferença entre ricos e pobres”. E continua. “Com o crescimento da Igreja, essa forma radical de comunhão material não pode ser mantida. Mas o núcleo essencial ficou: no seio da comunidade dos crentes não deve haver uma forma de pobreza tal que sejam negados a alguém os bens necessários para uma vida condigna”.
Ora, Vicente e Luísa foram, no seu tempo, chamados a dar testemunho de que a Caridade é a essência da vida cristã. Caridade que é ao mesmo tempo promotora de igualdade social e de evangelização. Caridade que, assim, é missão de todo o batizado para construção do Reino de Deus e salvação de todos.
Vicente e Luísa foram e são exemplos inspiradores da vida de fé. Foram elevados aos altares. São modelos. Por isso celebramos, no jubileu de suas mortes, o significado de suas vidas, meditando os seus passos e pedindo a eles a sua intercessão para que possamos melhor viver o carisma vicentino em tudo o que fazemos.

Videos: Encontro Anual Vicentino em Alumínio