Páginas

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Venda de módulos da Ecafo está suspensa


A diretoria do Conselho Nacional do Brasil da Sociedade de São Vicente de Paulo (CNB/SSVP) decidiu por suspender as vendas dos atuais módulos da Escola de Capacitação 'Antonio Frederico Ozanam' (Ecafo). Motivo: novos materiais de formação estão sendo criados por meio da Comissão composta pela Ecafo Nacional e, em breve, eles já poderão ser adquiridos pelos confrades e consócias brasileiros.

O diretor nacional de Comunicação, Ricardo Fonseca, explica. "Queremos que haja uniformidade na formação". Mas ele adverte. "Até que sejam lançados oficialmente os novos módulos, os atuais continuam valendo como materiais oficiais da Escola de Capacitação 'Antonio Frederico Ozanam'".
A mudança de módulos foi anunciada no ano passado, durante o Encontro Nacional da Ecafo. A previsão é que ocorra o lançamento em julho.


FONTE: DA REDAÇÃO DO SSVPBRASIL


terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

07 de Fevereiro, Beata Rosalie Rendu

Jeanne Marie Rendu nasceu a 09 de setembro de 1786, em Confort, uma localidade de Savoie (França). Os pais, pequenos proprietários montanheses de vida simples, gozavam de um certo conforto e de uma real estima em toda a região. Jeanne Marie tinha três anos quando estourou a Revolução na França. A partir de 1790, quando o juramento à Constituição Civil foi imposto ao clero, a casa da família Rendu tornou-se um refúgio para os padres que resistiam à situação. Numa atmosfera de fé sólida, exposta sem cessar ao perigo da denúncia, ela fez sua primeira comunhão, no sótão de sua casa, à luz de uma vela.
A morte de seu pai e de uma irmãzinha mais nova, de apenas quatro meses, abalou toda a família. Jeanne Marie tinha apenas dez anos e ocupava-se da responsabilidade de ajudar sua mãe, especialmente no cuidado de suas irmãs menores. Tinha exatamente quinze anos, quando a senhora Rendu, preocupada com a educação de sua filha mais velha, enviou-a para um pensionato em Paris. A menina descobriu, então, o hospital mantido pelas Filhas da Caridade e não teve outro desejo senão o de unir-se a elas. A 25 de maio de 1802, em resposta ao chamado de Deus, chegou à Casa-Mãe das Filhas da Caridade, para dar início à sua formação. A vida austera do Seminário (Noviciado), a falta de atividade, de ar e de espaço, bem como a sua delicada sensibilidade, alteraram a saúde da jovem Irmã que, com o apoio do seu padrinho, o Padre Emery, Superior Geral dos Sulpicianos, foi enviada à casa das Irmãs do bairro Mouffetard, para dedicar-se inteiramente ao serviço dos Pobres.
Tendo terminado o Seminário, Jeanne Marie recebeu o nome de Irmã Rosalie. Passou mais de 50 anos no bairro Mouffetard, talvez o mais miserável de Paris, permanecendo ali até o fim de sua vida. Feliz na fidelidade à sua vocação, gostava de repetir: Uma Filha da Caridade é como um marco sobre o qual todos os que estão cansados têm o direito de depositar seus fardos. Em 1815, com apenas 29 anos, foi nomeada Irmã Servente de sua Comunidade, ocupando-se do bom andamento de uma escola, sem esquecer, contudo, a inconfundível prioridade da visita domiciliar aos Pobres, serviço que desempenhou durante 41 anos, com zelo incansável e generosa dedicação, até sua morte. Todos os dias, Irmã Rosalie percorria as ruas e becos, com seu rosário na mão, pesado cesto no braço, passo apressado. A Apóstola do Bairro Mouffetard conhecia cada rua, cada família, cada Pobre. Sua atuação entre os mais sofridos brotava de convicções profundas e conseguia apontar caminhos novos e eficazes na superação das situações mais desesperadoras. Eis o que disse, certa vez:
Há tantas maneiras de fazer a caridade. A pequena ajuda em mantimentos ou em dinheiro que damos aos Pobres não pode durar muito tempo. É preciso visar um bem mais completo, mais duradouro: estudar suas aptidões, conhecer seu grau de instrução e conseguir-lhes trabalho, a fim de ajudá-los a sair de sua difícil situação.
Irmã Rosalie acompanhava pessoalmente jovens estudantes, especialmente de Direito e de Medicina, que estavam à procura de uma oportunidade para fazer uma boa obra ou desejavam aprender como tornar efetiva a caridade para com os últimos. Ela ensinava a visitar os Pobres em domicílio, recomendando-lhes paciência, compreensão e cortesia: Amem os Pobres, não os censurem. Lembrem-se que o Pobre é muito mais sensível ao bom acolhimento do que aos socorros. Assim, Irmã Rosalie despertou e formou para a Caridade vocações leigas e presbiterais, que aprenderam com ela a considerar os Pobres como irmãos. A Conferência da Caridade, fundada por Antônio Frederico Ozanam, a 23 de abril de 1833, passou a ser, em fevereiro de 1834, a Conferência de São Vicente de Paulo, que, desde então, se tornou o mestre e o modelo daqueles jovens. As conferências se multiplicaram rapidamente em Paris e nas províncias. Ozanam, que encontrou o caminho dos Pobres graças à Irmã Rosalie, sonhava unir o mundo inteiro numa rede de caridade. Indo à casa dos Pobres, falando com eles, os jovens estudantes descobriam que uma das principais causas da miséria, a primeira talvez, era a injustiça social.
Durante a Revolução de 1848, Irmã Rosalie sofreu com seu povo. Tentava acalmá-lo com palavras de paz e não hesitava em enfrentar barricadas para socorrer os combatentes feridos de qualquer grupo que fossem.
Sorridente e atenta, Rosalie servia de traço de união entre pequenos e grandes, fracos e poderosos. Até o fim da sua vida, embora progressivamente cega, ela continuou acolhendo todos os que o Senhor colocava em seu caminho e, a 07 de fevereiro de 1856, após uma curta doença, é o Senhor da Caridade quem acolheu sua serva fiel. Sua mãe, a senhora Rendu, havia morrido três dias antes, mas esta notícia jamais chegou à Rosalie. Sobre o seu túmulo, sempre cheio de flores, uma cruz traz até hoje estas palavras: À Irmã Rosalie, seus amigos reconhecidos, os pobres e os ricos.
Declarando-a modelo para os cristãos, a Igreja propõe-na como um testemunho de que a santidade pode ser vivida concretamente em meio aos desafios do nosso tempo. Numa época de tensões e grandes sofrimentos, na França do século XIX, Irmã Rosalie Rendu, exemplo de mulher forte e destemida, foi verdadeiro dom de Deus para os Pobres e marginalizados. Dessa forma, continua iluminando o caminho da Família Vicentina e impulsionando-a a revitalizar sua missão de serviço aos que sofrem.


Beatificação: 09 de novembro de 2003, por João Paulo II
Memória Litúrgica: 07 de fevereiro


sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Portofelicense é novo presidente do Conselho Central dos Vicentinos

O portofelicense Aparecido (Cido) Favaro foi eleito o novo presidente do Conselho Central dos Vicentinos, no dia 15 de janeiro. A votação foi realizada na sede regional, em Tietê, e contou com a participação de 11 membros, representando as cidades que integram o conselho: Boituva, Cerquilho, Laranjal Paulista, Jumirim, Porto Feliz e Tietê.

O ex-presidente, Paulo Cléber, se emocionou ao discursar durante a eleição. Cléber disse que a construção da Igreja São Vicente de Paulo, em Tietê, é uma realidade e que todos os representantes dos Vicentinos devem se unir para o seu ideal: oferecer o amor aos mais necessitados.

O novo presidente eleito toma posse no dia 20 de janeiro, às 14h30, na sede do conselho, em Tietê. No dia da posse, o membro do Conselho Metropolitano de Jundiaí também participará.

Missão

Os Vicentinos exercem um trabalho pastoral na Igreja Católica de ajuda aos mais necessitados. Desempregados e enfermos, independente da religião, são os mais beneficiados, de acordo com a necessidade de cada um. O trabalho inclui visitação e doação de alimentos e remédios. Em Porto Feliz, existem 8 conferências distribuídas nas três paróquias católicas. O atual presidente é Alison Souto Carbonari.

Fonte: Portomaisfeliz.com.br

Novos sites vicentinos na América do Sul

O Conselho Nacional do Peru (www.sspperu.org) e o Conselho Nacional da Argentina (www.ssvp.com.ar ) acabam de lançar seus novos sites vicentinos nacionais. Em ambos, podem ser encontradas informações como lista das Conferências, notas de eventos, dados dos Conselhos, notícias vicentinas, fotos e muito mais. Com esses dois, dos 10 países da região, a metade já se encontra na Internet: Argentina, Brasil, Peru, Chile e Colômbia. Os demais estão em processo de elaboração de suas páginas. Fonte: Edição nº 464 da Agência de Notícias REDE DE CARIDADE

“A prática da solidariedade tem de ser mais criativa”

O Bispo de Santarém-PA, Dom Manuel Pelino Domingues, considera que em 2011 “a prática da solidariedade tem de ser mais criativa e mais dinâmica” e que “não podemos apenas esperar que os necessitados venham ter conosco a pedir ajuda”, defendendo que “devemos descobri-los e ajudar de forma discreta e fraterna”. “Como cristãos devemos estar muito atentos para que ninguém, à nossa volta, passe necessidades primárias de alimentação ou vestuário”, diz o Prelado na sua Mensagem de Ano Novo, onde acrescenta que a Diocese de Santarém vai “procurar revitalizar o serviço de solidariedade e ajuda fraterna de forma a conjugar a ação da Cáritas, Conferências Vicentinas e Associações de Solidariedade Social”. “A crise é uma oportunidade para rever o nosso estilo de vida consumista, ávido de luxos, fechado no bem-estar individual. É um convite a uma vida mais simples e mais solidária”, afirma Dom Manuel Pelino, pregando que “o futuro próximo está ensombrado por nuvens negras”. Dom Manuel Pelino advoga ainda que “o que conta decisivamente para a qualidade de vida é a paz interior, a harmonia com a vida”, não dependendo apenas da economia, do bem-estar material e do poder de compra. Fonte: O Mirante (Santarém-PA).

ONGs vão propor novo marco regulatório para o Terceiro Setor

Para reverter o quadro do baixo volume de doações para Projetos Sociais no Brasil, ONGs e captadores de recursos pretendem propor um novo marco regulatório para o Terceiro Setor. Eles almejam propor isenções fiscais, uma melhor seleção das Entidades Beneficiadas e capacitação das ONGs na prestação de contas para reforçar a “força de venda” de seus Projetos Beneficentes. Em 2010 o Brasil ficou na 76ª posição entre 153 países no ranking de filantropia da fundação britânica CAF (Charities Aid Fundation) que, além das doações em dinheiro, inclui as doações em tempo (voluntariado) e ajuda a estranhos. No Brasil, em 2010, 25% afirmaram ter feito algum tipo de doação, 15% fizeram trabalho voluntário e 49% ajudaram um estranho. Nota encaminhada pelo cfd. Júlio César Marques de Lima, correspondente. Fonte: Jornal Folha de São Paulo – Edição de 21/01/2011

Estímulo fiscal pode triplicar Ações Filantrópicas

O Brasil tem potencial para triplicar o volume de doações e mobilizar mais de R$ 20 bilhões anuais (equivalente a 0,6% do Produto Interno Bruto – PIB) para financiar Entidades Beneficentes e Projetos Sociais, segundo estudo da empresa de consultoria McKinsey. Apesar de bater recordes de arrecadação, as doações no país (0,3% do PIB) são menores que a média mundial (0,8% do PIB) e da América Latina (0,4% do PIB). Ainda segundo o estudo, não faltam projetos carentes de recursos, pessoas necessitadas do básico, muito menos empresas e pessoas interessadas em doar, como provam centenas de iniciativas para levar recursos e ajuda humanitária às vítimas das últimas enchentes no estado do Rio de Janeiro. O desafio é fazer a ponte entre os querem doar e aqueles que necessitam de ajuda. Nota encaminhada pelo cfd. Júlio César Marques de Lima, correspondente. Fonte: Jornal Folha de São Paulo – Edição de 21/01/2011.