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sábado, 31 de dezembro de 2011

Mensagem Dia Mundial da Paz



Mensagem Dia Mundial da Paz - 1º de janeiro 2012

MENSAGEM DE SUA SANTIDADE BENTO XVI
EDUCAR OS JOVENS PARA A JUSTIÇA E A PAZ

1. O INÍCIO DE UM NOVO ANO, dom de Deus à humanidade, induz-me a desejar a todos, com grande confiança e estima, de modo especial que este tempo, que se abre diante de nós, fique marcado concretamente pela justiça e a paz.
Com qual atitude devemos olhar para o novo ano? No salmo 130, encontramos uma imagem muito bela. O salmista diz que o homem de fé aguarda pelo Senhor « mais do que a sentinela pela aurora » (v. 6), aguarda por Ele com firme esperança, porque sabe que trará luz, misericórdia, salvação. Esta expectativa nasce da experiência do povo eleito, que reconhece ter sido educado por Deus a olhar o mundo na sua verdade sem se deixar abater pelas tribulações. Convido-vos a olhar o ano de 2012 com esta atitude confiante. É verdade que, no ano que termina, cresceu o sentido de frustração por causa da crise que aflige a sociedade, o mundo do trabalho e a economia; uma crise cujas raízes são primariamente culturais e antropológicas. Quase parece que um manto de escuridão teria descido sobre o nosso tempo, impedindo de ver com clareza a luz do dia.
Mas, nesta escuridão, o coração do homem não cessa de aguardar pela aurora de que fala o salmista. Esta expectativa mostra-se particularmente viva e visível nos jovens; e é por isso que o meu pensamento se volta para eles, considerando o contributo que podem e devem oferecer à sociedade. Queria, pois, revestir a Mensagem para o XLV Dia Mundial da Paz duma perspectiva educativa: « Educar os jovens para a justiça e a paz », convencido de que eles podem, com o seu entusiasmo e idealismo, oferecer uma nova esperança ao mundo.
A minha Mensagem dirige-se também aos pais, às famílias, a todas as componentes educativas, formadoras, bem como aos responsáveis nos diversos âmbitos da vida religiosa, social, política, económica, cultural e mediática. Prestar atenção ao mundo juvenil, saber escutá-lo e valorizá-lo para a construção dum futuro de justiça e de paz não é só uma oportunidade mas um dever primário de toda a sociedade.
Trata-se de comunicar aos jovens o apreço pelo valor positivo da vida, suscitando neles o desejo de consumá-la ao serviço do Bem. Esta é uma tarefa, na qual todos nós estamos, pessoalmente, comprometidos.
As preocupações manifestadas por muitos jovens nestes últimos tempos, em várias regiões do mundo, exprimem o desejo de poder olhar para o futuro com fundada esperança. Na hora actual, muitos são os aspectos que os trazem apreensivos: o desejo de receber uma formação que os prepare de maneira mais profunda para enfrentar a realidade, a dificuldade de formar uma família e encontrar um emprego estável, a capacidade efectiva de intervir no mundo da política, da cultura e da economia contribuindo para a construção duma sociedade de rosto mais humano e solidário.
É importante que estes fermentos e o idealismo que encerram encontrem a devida atenção em todas as componentes da sociedade. A Igreja olha para os jovens com esperança, tem confiança neles e encoraja-os a procurarem a verdade, a defenderem o bem comum, a possuírem perspectivas abertas sobre o mundo e olhos capazes de ver « coisas novas » (Is 42, 9; 48, 6).
Os responsáveis da educação
2. A educação é a aventura mais fascinante e difícil da vida. Educar – na sua etimologia latinaeducere – significa conduzir para fora de si mesmo ao encontro da realidade, rumo a uma plenitude que faz crescer a pessoa. Este processo alimenta-se do encontro de duas liberdades: a do adulto e a do jovem. Isto exige a responsabilidade do discípulo, que deve estar disponível para se deixar guiar no conhecimento da realidade, e a do educador, que deve estar disposto a dar-se a si mesmo. Mas, para isso, não bastam meros dispensadores de regras e informações; são necessárias testemunhas autênticas, ou seja, testemunhas que saibam ver mais longe do que os outros, porque a sua vida abraça espaços mais amplos. A testemunha é alguém que vive, primeiro, o caminho que propõe.
E quais são os lugares onde amadurece uma verdadeira educação para a paz e a justiça? Antes de mais nada, a família, já que os pais são os primeiros educadores. A família é célula originária da sociedade. « É na família que os filhos aprendem os valores humanos e cristãos que permitem uma convivência construtiva e pacífica. É na família que aprendem a solidariedade entre as gerações, o respeito pelas regras, o perdão e o acolhimento do outro ».[1] Esta é a primeira escola, onde se educa para a justiça e a paz.
Vivemos num mundo em que a família e até a própria vida se vêem constantemente ameaçadas e, não raro, destroçadas. Condições de trabalho frequentemente pouco compatíveis com as responsabilidades familiares, preocupações com o futuro, ritmos frenéticos de vida, emigração à procura dum adequado sustentamento se não mesmo da pura sobrevivência, acabam por tornar difícil a possibilidade de assegurar aos filhos um dos bens mais preciosos: a presença dos pais; uma presença, que permita compartilhar de forma cada vez mais profunda o caminho para se poder transmitir a experiência e as certezas adquiridas com os anos – o que só se torna viável com o tempo passado juntos. Queria aqui dizer aos pais para não desanimarem! Com o exemplo da sua vida, induzam os filhos a colocar a esperança antes de tudo em Deus, o único de quem surgem justiça e paz autênticas.
Quero dirigir-me também aos responsáveis das instituições com tarefas educativas: Velem, com grande sentido de responsabilidade, por que seja respeitada e valorizada em todas as circunstâncias a dignidade de cada pessoa. Tenham a peito que cada jovem possa descobrir a sua própria vocação, acompanhando-o para fazer frutificar os dons que o Senhor lhe concedeu. Assegurem às famílias que os seus filhos não terão um caminho formativo em contraste com a sua consciência e os seus princípios religiosos.
Possa cada ambiente educativo ser lugar de abertura ao transcendente e aos outros; lugar de diálogo, coesão e escuta, onde o jovem se sinta valorizado nas suas capacidades e riquezas interiores e aprenda a apreciar os irmãos. Possa ensinar a saborear a alegria que deriva de viver dia após dia a caridade e a compaixão para com o próximo e de participar activamente na construção duma sociedade mais humana e fraterna.
Dirijo-me, depois, aos responsáveis políticos, pedindo-lhes que ajudem concretamente as famílias e as instituições educativas a exercerem o seu direito-dever de educar. Não deve jamais faltar um adequado apoio à maternidade e à paternidade. Actuem de modo que a ninguém seja negado o acesso à instrução e que as famílias possam escolher livremente as estruturas educativas consideradas mais idóneas para o bem dos seus filhos. Esforcem-se por favorecer a reunificação das famílias que estão separadas devido à necessidade de encontrar meios de subsistência. Proporcionem aos jovens uma imagem transparente da política, como verdadeiro serviço para o bem de todos.
Não posso deixar de fazer apelo ainda ao mundo dos media para que prestem a sua contribuição educativa. Na sociedade actual, os meios de comunicação de massa têm uma função particular: não só informam, mas também formam o espírito dos seus destinatários e, consequentemente, podem concorrer notavelmente para a educação dos jovens. É importante ter presente a ligação estreitíssima que existe entre educação e comunicação: de facto, a educação realiza-se por meio da comunicação, que influi positiva ou negativamente na formação da pessoa.
Também os jovens devem ter a coragem de começar, eles mesmos, a viver aquilo que pedem a quantos os rodeiam. Que tenham a força de fazer um uso bom e consciente da liberdade, pois cabe-lhes em tudo isto uma grande responsabilidade: são responsáveis pela sua própria educação e formação para a justiça e a paz.
Educar para a verdade e a liberdade
3. Santo Agostinho perguntava-se: « Quid enim fortius desiderat anima quam veritatem – que deseja o homem mais intensamente do que a verdade? ».[2] O rosto humano duma sociedade depende muito da contribuição da educação para manter viva esta questão inevitável. De facto, a educação diz respeito à formação integral da pessoa, incluindo a dimensão moral e espiritual do seu ser, tendo em vista o seu fim último e o bem da sociedade a que pertence. Por isso, a fim de educar para a verdade, é preciso antes de mais nada saber que é a pessoa humana, conhecer a sua natureza. Olhando a realidade que o rodeava, o salmista pôs-se a pensar: « Quando contemplo os céus, obra das vossas mãos, a lua e as estrelas que Vós criastes: que é o homem para Vos lembrardes dele, o filho do homem para com ele Vos preocupardes? » (Sal 8, 4-5). Esta é a pergunta fundamental que nos devemos colocar: Que é o homem? O homem é um ser que traz no coração uma sede de infinito, uma sede de verdade – não uma verdade parcial, mas capaz de explicar o sentido da vida –, porque foi criado à imagem e semelhança de Deus. Assim, o facto de reconhecer com gratidão a vida como dom inestimável leva a descobrir a dignidade profunda e a inviolabilidade própria de cada pessoa. Por isso, a primeira educação consiste em aprender a reconhecer no homem a imagem do Criador e, consequentemente, a ter um profundo respeito por cada ser humano e ajudar os outros a realizarem uma vida conforme a esta sublime dignidade. É preciso não esquecer jamais que « o autêntico desenvolvimento do homem diz respeito unitariamente à totalidade da pessoa em todas as suas dimensões »,[3] incluindo a transcendente, e que não se pode sacrificar a pessoa para alcançar um bem particular, seja ele económico ou social, individual ou colectivo.
Só na relação com Deus é que o homem compreende o significado da sua liberdade, sendo tarefa da educação formar para a liberdade autêntica. Esta não é a ausência de vínculos, nem o império do livre arbítrio; não é o absolutismo do eu. Quando o homem se crê um ser absoluto, que não depende de nada nem de ninguém e pode fazer tudo o que lhe apetece, acaba por contradizer a verdade do seu ser e perder a sua liberdade. De facto, o homem é precisamente o contrário: um ser relacional, que vive em relação com os outros e sobretudo com Deus. A liberdade autêntica não pode jamais ser alcançada, afastando-se d’Ele.
A liberdade é um valor precioso, mas delicado: pode ser mal entendida e usada mal. « Hoje um obstáculo particularmente insidioso à acção educativa é constituído pela presença maciça, na nossa sociedade e cultura, daquele relativismo que, nada reconhecendo como definitivo, deixa como última medida somente o próprio eu com os seus desejos e, sob a aparência da liberdade, torna-se para cada pessoa uma prisão, porque separa uns dos outros, reduzindo cada um a permanecer fechado dentro do próprio “eu”. Dentro de um horizonte relativista como este, não é possível, portanto, uma verdadeira educação: sem a luz da verdade, mais cedo ou mais tarde cada pessoa está, de facto, condenada a duvidar da bondade da sua própria vida e das relações que a constituem, da validez do seu compromisso para construir com os outros algo em comum ».[4]
Por conseguinte o homem, para exercer a sua liberdade, deve superar o horizonte relativista e conhecer a verdade sobre si próprio e a verdade acerca do que é bem e do que é mal. No íntimo da consciência, o homem descobre uma lei que não se impôs a si mesmo, mas à qual deve obedecer e cuja voz o chama a amar e fazer o bem e a fugir do mal, a assumir a responsabilidade do bem cumprido e do mal praticado.[5] Por isso o exercício da liberdade está intimamente ligado com a lei moral natural, que tem carácter universal, exprime a dignidade de cada pessoa, coloca a base dos seus direitos e deveres fundamentais e, consequentemente, da convivência justa e pacífica entre as pessoas.
Assim o recto uso da liberdade é um ponto central na promoção da justiça e da paz, que exigem a cada um o respeito por si próprio e pelo outro, mesmo possuindo um modo de ser e viver distante do meu. Desta atitude derivam os elementos sem os quais paz e justiça permanecem palavras desprovidas de conteúdo: a confiança recíproca, a capacidade de encetar um diálogo construtivo, a possibilidade do perdão, que muitas vezes se quereria obter mas sente-se dificuldade em conceder, a caridade mútua, a compaixão para com os mais frágeis, e também a prontidão ao sacrifício.
Educar para a justiça
4. No nosso mundo, onde o valor da pessoa, da sua dignidade e dos seus direitos, não obstante as proclamações de intentos, está seriamente ameaçado pela tendência generalizada de recorrer exclusivamente aos critérios da utilidade, do lucro e do ter, é importante não separar das suas raízes transcendentes o conceito de justiça. De facto, a justiça não é uma simples convenção humana, pois o que é justo determina-se originariamente não pela lei positiva, mas pela identidade profunda do ser humano. É a visão integral do homem que impede de cair numa concepção contratualista da justiça e permite abrir também para ela o horizonte da solidariedade e do amor.[6]
Não podemos ignorar que certas correntes da cultura moderna, apoiadas em princípios económicos racionalistas e individualistas, alienaram das suas raízes transcendentes o conceito de justiça, separando-o da caridade e da solidariedade. Ora « a “cidade do homem” não se move apenas por relações feitas de direitos e de deveres, mas antes e sobretudo por relações de gratuidade, misericórdia e comunhão. A caridade manifesta sempre, mesmo nas relações humanas, o amor de Deus; dá valor teologal e salvífico a todo o empenho de justiça no mundo ».[7]
« Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados » (Mt 5, 6). Serão saciados, porque têm fome e sede de relações justas com Deus, consigo mesmo, com os seus irmãos e irmãs, com a criação inteira.
Educar para a paz
5. « A paz não é só ausência de guerra, nem se limita a assegurar o equilíbrio das forças adversas. A paz não é possível na terra sem a salvaguarda dos bens das pessoas, a livre comunicação entre os seres humanos, o respeito pela dignidade das pessoas e dos povos e a prática assídua da fraternidade ».[8] A paz é fruto da justiça e efeito da caridade. É, antes de mais nada, dom de Deus. Nós, os cristãos, acreditamos que a nossa verdadeira paz é Cristo: n’Ele, na sua Cruz, Deus reconciliou consigo o mundo e destruiu as barreiras que nos separavam uns dos outros (cf. Ef 2, 14-18); n’Ele, há uma única família reconciliada no amor.
A paz, porém, não é apenas dom a ser recebido, mas obra a ser construída. Para sermos verdadeiramente artífices de paz, devemos educar-nos para a compaixão, a solidariedade, a colaboração, a fraternidade, ser activos dentro da comunidade e solícitos em despertar as consciências para as questões nacionais e internacionais e para a importância de procurar adequadas modalidades de redistribuição da riqueza, de promoção do crescimento, de cooperação para o desenvolvimento e de resolução dos conflitos. « Felizes os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus » – diz Jesus no sermão da montanha (Mt 5, 9).
A paz para todos nasce da justiça de cada um, e ninguém pode subtrair-se a este compromisso essencial de promover a justiça segundo as respectivas competências e responsabilidades. De forma particular convido os jovens, que conservam viva a tensão pelos ideais, a procurarem com paciência e tenacidade a justiça e a paz e a cultivarem o gosto pelo que é justo e verdadeiro, mesmo quando isso lhes possa exigir sacrifícios e obrigue a caminhar contracorrente.
Levantar os olhos para Deus
6. Perante o árduo desafio de percorrer os caminhos da justiça e da paz, podemos ser tentados a interrogar-nos como o salmista: « Levanto os olhos para os montes, de onde me virá o auxílio? » (Sal 121, 1).
A todos, particularmente aos jovens, quero bradar: « Não são as ideologias que salvam o mundo, mas unicamente o voltar-se para o Deus vivo, que é o nosso criador, o garante da nossa liberdade, o garante do que é deveras bom e verdadeiro (…), o voltar-se sem reservas para Deus, que é a medida do que é justo e, ao mesmo tempo, é o amor eterno. E que mais nos poderia salvar senão o amor? ».[9] O amor rejubila com a verdade, é a força que torna capaz de comprometer-se pela verdade, pela justiça, pela paz, porque tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta (cf. 1 Cor 13, 1-13).
Queridos jovens, vós sois um dom precioso para a sociedade. Diante das dificuldades, não vos deixeis invadir pelo desânimo nem vos abandoneis a falsas soluções, que frequentemente se apresentam como o caminho mais fácil para superar os problemas. Não tenhais medo de vos empenhar, de enfrentar a fadiga e o sacrifício, de optar por caminhos que requerem fidelidade e constância, humildade e dedicação.
Vivei com confiança a vossa juventude e os anseios profundos que sentis de felicidade, verdade, beleza e amor verdadeiro. Vivei intensamente esta fase da vida, tão rica e cheia de entusiasmo.
Sabei que vós mesmos servis de exemplo e estímulo para os adultos, e tanto mais o sereis quanto mais vos esforçardes por superar as injustiças e a corrupção, quanto mais desejardes um futuro melhor e vos comprometerdes a construí-lo. Cientes das vossas potencialidades, nunca vos fecheis em vós próprios, mas trabalhai por um futuro mais luminoso para todos. Nunca vos sintais sozinhos! A Igreja confia em vós, acompanha-vos, encoraja-vos e deseja oferecer-vos o que tem de mais precioso: a possibilidade de levantar os olhos para Deus, de encontrar Jesus Cristo – Ele que é a justiça e a paz.
Oh vós todos, homens e mulheres, que tendes a peito a causa da paz! Esta não é um bem já alcançado mas uma meta, à qual todos e cada um deve aspirar. Olhemos, pois, o futuro com maior esperança, encorajemo-nos mutuamente ao longo do nosso caminho, trabalhemos para dar ao nosso mundo um rosto mais humano e fraterno e sintamo-nos unidos na responsabilidade que temos para com as jovens gerações, presentes e futuras, nomeadamente quanto à sua educação para se tornarem pacíficas e pacificadoras! Apoiado em tal certeza, envio-vos estas refl exões que se fazem apelo: Unamos as nossas forças espirituais, morais e materiais, a fim de « educar os jovens para a justiça e a paz ».
Vaticano, 8 de Dezembro de 2011.

BENEDICTUS PP XVI

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Michael Thio visitará países da América do Sul

Aproveitando a realização do 5º Encontro Ibero-americano da SSVP (data provável: 25 a 29 de julho), o presidente geral internacional da SSVP, confrade Michael Thio, fará sua primeira visita à América do Sul em 2012. Os vicentinos e as vicentinas da região comemoraram essa notícia,
que muito nos honra a todos.
Thio visitará os seguintes países: Colômbia, Equador, Brasil e Chile. Detalhes da programação e da agenda de trabalhos serão divulgadosoportunamente, contudo a previsão das viagens é a seguinte: Colômbia – 21 a 24 de julho; Equador – 30 de julho a 1º de agosto; Brasil – 2 a 8 de
agosto; e Chile – 9 a 11 de agosto.
Thio será acompanhado, em todos os países, pelo assistente executivo do Conselho Geral Internacional, confrade Juan Tirado, que fala várias línguas e desempenhará a função de intérprete durante os dias de viagem.
Também sua esposa, Rosalind Thio, acompanhará o líder mundial da SSVP à América do Sul.
A Vice-presidência Territorial Internacional “América 3”, em sintonia com os Conselhos Nacionais dos quatro países envolvidos, preparará uma proposta de agenda para o presidente geral. Deseja-se que o presidente possa visitar as sedes dos Conselhos, reunir-se com a comunidade vicentina local, conhecer algumas obras
unidas e especiais, além de manter contatos com a Família Vicentina, o clero e autoridades.
Queremos agradecer a Deus pela excelente notícia da presença do presidente internacional da Sociedade no meio de nós em 2012. Na foto: confrade Renato Lima (Vice-presidente Territorial), Rosalind e Michael Thio.
O 5º Encontro Ibero-americano da SSVP tratará dos temas “Formação Vicentina” e “Capacitação Gerencial dos Dirigentes”. Os três Vice-presidentes Territoriais (Edmund Keane, Eduardo Marques e Renato Lima) estão neste momento buscando fundos para a promoção do evento na data originalmente agendada.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Entre Papai Noel e Jesus



Da última vez que visitei Oslo, reuniam-se na capital norueguesa ministros do turismo de países escandinavos e bálticos para decidir: qual é a terra de Papai-noel?Ministros da Noruega, Dinamarca, Suécia, Finlândia e Islândia quebravam a cabeça para decidir como evitar propaganda enganosa junto ao público infantil. A criançada queixava-se: alguém mentia. Papai-noel não pode ter nascido - como sugeria a concorrência entre agências de turismo - na Lapônia e na Groenlândia, lugares distintos e distantes um do outro. Não conheço o resultado da conferência de Oslo. Espero que, se não chegaram a um acordo, pelos menos a guerra, se vier, seja apenas de travesseiros. Mas é a Finlândia que melhor explora a figura do velho presenteador transportado no trenó puxado por renas. Assinala inclusive a sua terra natal: Rovaniemi, onde o Santa Park é, todo ele, tematizado por Papai-noel, lá denominado Santa Claus. Sabemos todos que Papai-noel nasce, de fato, na fantasia das crianças. Acreditei nele até o dia em que me perguntei por que o Paulo, filho da empregada, não recebera tantos presentes de Natal como eu. O velhinho barbudo discrima os pobres? Malgrado tais incongruências, Papai-noel é uma figura lendária, reaviva a criança que trazemos em nós. E disputa a cena com o Menino Jesus, cujo aniversário é o motivo de festa e feriado de 25 de dezembro. Papai-noel enriquece os correios no período natalino, tantas as cartas que são remetidas a ele. Aliás, basta ir aos Correios e solicitar uma das cartas que crianças remetem ao velhinho barbudo. Com certeza o leitor fará a alegria de uma criança carente.Não se sabe o dia exato em que Jesus nasceu. Supõem alguns estudiosos que em agosto, talvez no dia 7, entre os anos 6 ou 7 antes de Cristo. Sabe-se que morreu assassinado na cruz no ano 30. Portanto, com a idade de 36 ou 37 anos, e não 33, como se crê. Tudo porque o monge Dionísio, que no século 6 calculou a era cristã, errou na data do nascimento de Cristo. Até o século 3, o nascimento de Jesus era celebrado a 6 de janeiro. No século seguinte mudou, em muitos países, para 25 de dezembro, dia do solstício de inverno no hemisfério Norte, segundo o calendário juliano. Evocavam-se as festas de épocas remotas em homenagem à ressurreição das divindades solares. Os cristãos apropriaram-se da data e rebatizaram a festa, para comemorar o nascimento Daquele que é "a luz do mundo". Para não ficar de fora da festa, os não cristãos paganizaram o evento através da figura de Papai-noel, mais adequado aos interesses comerciais que marcam a data. Vivemos hoje num mundo desencantado, porém ansioso de reencantamento. Carecemos de alegorias, mitos, lendas, paradigmas e crenças. O Natal é das raras ocasiões do ano em que nos damos o direito de trocar a razão pela fantasia, o trabalho pela festa, a avareza pela generosidade, centrados na comensalidade e no fervor religioso. Pouco importa o lugar em que nasceu Papai-noel. Importa é que o Menino Jesus faça, de novo, presépio em nosso coração, impregnando-o de alegria e amor. Caso contrário, corremos o risco de reduzir o Natal à efusiva mercantilização patrocinada por Papai-noel. Isso é particularmente danoso para a (de)formação religiosa das crianças filhas de famílias cristãs, educadas sem referências bíblicas e práticas espirituais.Lojas não saciam a nossa sede de Absoluto. Há que empreender uma viagem ao mais íntimo de si mesmo, para encontrar um Outro que nos habita. Esta é, com certeza, uma aventura bem mais fascinante do que ir até a Lapônia.Contudo, as duas viagens custam caro. Uma, uns tantos dólares. Outra, a coragem de virar-se pelo avesso e despir-se de todo peso que nos impede de voar nas asas do Espírito.


Frei Betto

sábado, 10 de dezembro de 2011

Congresso realizado pelo DENOR do CM Jundiaí supera expectativas

Dr. Flaminio

Cfde. João Alves de Melo

Cfde. Claudio Stucchi




Aconteceu no dia 26 de novembro de 2011, no Centro Esportivo e Espiritual ‘Antonio Frederico Ozanam’, em Jundiaí/SP, o “3º CONGRESSO TÉCNICO DAS UNIDADES VICENTINAS”.
O evento que teve uma carga de 6h e foi transmitido ao vivo pela internet, tendo a participação de centenas de internautas de diversas partes do país. A transmissão foi coordenada pelo cfd. Denílson Cardoso de Sá, com o auxílio da sempre dedicada equipe do DECOM do CM Jundiaí.

O congresso, promovido pelo Conselho Metropolitano de Jundiaí da Sociedade de São Vicente de Paulo (presidido pelo cfd. Joaquim Antonio Calheiros) foi conduzido pelo cfd. Cláudio Stucchi, coordenador do DENOR do CM Jundiaí, que é advogado e consultor de instituições do Terceiro Setor. Participaram do concorrido evento 68 pessoas, dentre presidentes, diretores, conselheiros fiscais, administradores, gestores, gerentes, enfermeiras, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais, advogados e contadores.

Foram abordados temas importantíssimos para a gestão das Obras Unidas, tais como: “Formação Básica para membros do Conselho Fiscal”; “Gestão Documental preparada para as novas exigências legais e regulatórias”; “A importância da representatividade junto aos órgãos fiscalizadores” e Novas posturas da entidade diante de experiências recentes”. Cfd. Cláudio ainda demonstrou aos participantes diversos modelos institucionais (formulários, modelos de ofícios e planilhas), prontas para uso imediato nas entidades asilares.

O evento ainda contou com a presença do Coordenador Nacional do Departamento de Normatização e Orientação – DENOR do Conselho Nacional do Brasil da Sociedade de São Vicente de Paulo, cfd. João Alves de Melo. Marcou presença também o Vice-Presidente para a Região IV o cfd. Antonio Monteiro.

Destaque-se também a palestra proferida pelo Dr. Flamínio Silveira Amaral Júnior, promotor de justiça de Idosos da Comarca de Jundiaí. O ilustre promotor falou sobre “O acompanhamento do Ministério Público junto às entidades sem fins lucrativos”, ressaltando a importância de trabalhar em rede: “Vocês não podem estar sozinhos”, concluiu. Para finalizar o evento, ambos os palestrantes (Dr. Cláudio e Dr. Flamínio) responderam a diversos questionamentos dos participantes e dos internautas, enriquecendo de forma considerável o congresso.

Veja quais as 20 Unidades Vicentinas que estiveram representadas no evento: Assistência Vicentina Frederico Ozanam de Campinas; Assistência Vicentina Frederico Ozanam de Salto; Associação da Vila de São Vicente de Paulo de Itu; Casa da Criança São Vicente de Paulo de Itapetininga; Cemitério Parque dos Ipês de Jundiaí; Centro Vicentino Nossa Senhora das Dores de Araçoiaba da Serra; Cidade Vicentina Frederico Ozanam de Jundiaí; Conselho Central de Campinas da SSVP; Conselho Central de Itapetininga da SSVP; Conselho Central de Jundiaí da SSVP; Conselho Central de Sorocaba da SSVP; Conselho Central de Votorantim da SSVP; Conselho Metropolitano de Jundiaí da SSVP; Creche São Vicente de Paulo de Votorantim; Lar São Vicente de Paulo de Buri; Lar São Vicente de Paulo de Itapetininga; Lar São Vicente de Paulo de Mairiporã; Lar São Vicente de Paulo de Piedade; Lar São Vicente de Paulo de São Miguel Arcanjo e Lar São Vicente de Paulo de Sorocaba.

Elaine Cristina Oliveira Cardoso de Sá
Fotos: Silvio Cardoso de Oliveira

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Resultado da Coleta de Finados

Foi de R$ 1.282,00 (Mil duzentos e oitenta e dois reais) o resultado obtido pelos Vicentinos de Votorantim na Coleta do Dia de Finados nos portões de Entrada do Cemitério São João Batista do Município. O valor foi destinado para a manutenção da Creche São Vicente de Paulo da Cidade que atende diariamente 70 Crianças de 03 meses a 04 anos de idade

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Jundiaí transmite encontro do Denor ao vivo




Vicentinos de todo Brasil poderão acompanhar as discussões do 'III Congresso Técnico para Unidades Vicentinas', do Departamento de Normatização e Orientação (Denor), em Jundiaí (SP). É que todo o evento será transmitido ao vivo pela internet.

Para acompanhar, basta acessar o site www.cmj.org.br

O evento contará com as presenças do diretor nacional do DENOR do Conselho Nacional do Brasil, confrade João Alves de Melo, e do Promotor de Justiça, Dr. Flamínio Silveira Amaral Júnior.

O Congresso tem como objetivo levar aos participantes os conhecimentos básicos sobre as políticas públicas e socioassistenciais, bem como o posicionamento do Ministério Público em relação ao Terceiro Setor.

O evento se realizará no dia 26 de novembro de 2011, das 09h às 17h

Os participantes poderão interagir, por meio da sala de bate-papo.

FONTE: DA REDAÇÃO DO SSVPBRASIL

Circular Advento 2011- Superior Geral da Congregação da Missão




CONGREGAZIONE DELLA MISSIONE
CURIA GENERALIZIA
Via dei Capasso, 30
00164 Roma – Italia
Advento 2011


“A luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam” João 1,5
A todos os membros da Família vicentina,
Que a graça e a paz de Nosso Senhor Jesus Cristo preencha os seus corações agora e para sempre!
A citação Bíblica acima, do Evangelho de São João, convém para começarmos nossa meditação do Tempo do Advento. Este período do ano é o momento onde muitos, no mundo, passam de longos dias ensolarados a dias mais curtos e mais escuros. O fim do ano se aproxima, e nos oferece uma pausa para refletir não somente o que se passou, mas também o que nos espera. A realidade desta mudança é palpável tanto no tempo que passa através dos dias do calendário, como também no que vivemos no mais profundo de nós, em nossos corações.
Acredito que esta é a razão pela qual a Igreja nos concede este tempo do Advento: este tempo de mudança lembra-nos a fidelidade do amor de Deus. Através da Encarnação de Jesus, Deus nos assegura sua constante presença em nosso mundo. Em Jesus, temos um Deus que nos acompanha sempre, tanto nos momentos de luz como nos momentos de trevas, tanto no centro de nossas vidas como em suas fronteiras incertas. No entanto, é frequentemente nas fronteiras, nos “limites externos” de nossa vida, que o Senhor se revela à nós.
As narrativas do Advento nos mostram vidas vividas nas fronteiras : a surpreendente anunciação feita à Maria para ser a mãe do Senhor ; a nobre luta de José para aceitar esta impressionante realidade ; o nascimento de Jesus na simplicidade de um estábulo ; a humilde homenagem dos pastores ; o desenraizamento repentino da Sagrada Família para escapar da cólera e das mãos de Herodes; todas estas narrativas do Advento nos mostram um Deus, que, centrado no amor trinitário, “aniquilou-se a si mesmo” (Fl 2, 7), tornando-se homem. Escolhendo viver nas fronteiras, Jesus nos faz entrar no Reino de Deus e nos aproxima paradoxalmente do coração do amor de Deus.
Como Superior geral, tenho o privilégio e a responsabilidade de visitar meus coirmãos Lazaristas, as Filhas da Caridade e os membros da Família Vicentina Internacional para propagar o carisma de São Vicente de Paulo. Ao fazer isso, ofereço o meu apoio e o meu encorajamento àquelas e àqueles que deixaram a segurança e a estabilidade de seu mundo para ir às fronteiras e aos limites exteriores servir os pobres. Estou edificado com muitos dos meus coirmãos, muitas Filhas da Caridade e membros da Família Vicentina que penetram corajosamente nos cantos escuros de nosso mundo para iluminá-los com a luz do Cristo. Permitam-me partilhar alguns exemplos da maneira como eles vivem seu caminho até o Advento de luz e de esperança.
Na República do Chade, um dos países mais pobres da África, as Filhas da Caridade da Espanha trabalham com os Lazaristas dos Camarões, de Madagascar e do Quênia, servindo em uma região rural afastada, sem nenhuma presença da Igreja. Sua “igreja missão” é um estrado de madeira coberto com uma tenda improvisada, protegida por grandes mangueiras. Nesta região esquecida, eles levam Jesus e o nosso carisma às pessoas para apaziguar a fome e saciar a sede através da Palavra de Deus e a caridade de Cristo.
No Reino Unido, encontrei os “Vicentinos em Parceria”, uma associação de prestadores de serviços para os pobres, constituída por dez organismos centrais e treze grupos integrantes. Nós rezamos, refletimos e discutimos os meios para adequar e comunicar o carisma vicentino de amor a Deus e do serviço dos pobres. Eles trabalham nas cidades com os pobres, jovens desabrigados, doentes mentais e toxicômanos; em suma, com aquelas e aqueles que vivem à margem da sociedade. Sua proximidade para cuidar destas pessoas e manifestar-lhes a compaixão vai além de suas fronteiras, chegando até na Irlanda, no Leste Europeu e nos Estados Unidos. Aqui está o endereço do site que relata sua história: http://www.vip-gb.org
Após um voo de oito horas saindo de Moscou, cheguei à Magadan na Rússia, um lugar que geograficamente parece ser o fim do mundo. Esta missão é realizada por Filhas da Caridade vindas dos Estados Unidos e da Polônia. Ao chegar em Magadan, fui transportado para o mundo esquecido dos campos de prisioneiros e encontrei pessoas que, por décadas, foram objetos de tratamentos desumanos. Na época de Stalin, Magadan era a destinação final de centenas de milhares de cidadãos soviéticos, rotulados como “inimigos do povo”.
As Filhas da Caridade acompanham os sobreviventes que são denominados “os reprimidos” dos campos de prisioneiros e participam de suas recuperação ajudando-os a “recontar suas histórias”. Com a presença da única Igreja Católica da região, estes ex-prisioneiros têm agora uma comunidade de fé acolhedora. A beleza da Igreja da Natividade, com sua capela dos mártires, reverencia o número incalculável e jamais revelado de pessoas que pereceram nos campos de prisioneiros e as histórias vivenciadas por aqueles que sobreviveram. Vocês podem conhecer esta Igreja através do site: http://magadancatholic.org
Cada uma destas três experiências – no Chaude, com os “Vicentinos em Parceira” e em Magadan – têm um lugar em meu coração neste tempo em que celebramos o Advento. Elas nos lembram que a luz do Cristo venceu as trevas de um mundo repleto de pecado e de sofrimento. Os quatro Evangelhos do domingo do Advento nos ajudam a centrar nossa atenção sobre o que é essencial para sermos discípulos no seguimento do Cristo : “vigiar na espera do Cristo” (Mc 13, 33), “preparar o caminho do Senhor” (Mc 1, 2); confiantes que “nada é impossível para Deus” (Lc 1, 37) e “dar testemunho da luz” (Jo 1, 7). Juntas, estas passagens evangélicas nos dão uma receita para colocar nossa fé em ação ao longo de todo o ano.
Este caminho do Advento feito de vigilância, de entusiasmo e de confiança que testemunha a fé evangélica foi o pivô da vida de São Vicente de Paulo, que encontrou o Cristo lá, onde ele menos o esperava: nas fronteiras, nos “limites externos” de sua vida. Nestas duas experiências bases de conversão: escutando a confissão de um homem doente e exortando com sucesso seus paroquianos para dar alimento e medicamentos a uma família extremamente doente; conduziram Vicente ao Cristo nos pobres. Uma vez que ele entrou neste mundo dos pobres, sua vida foi transformada. A partir desse momento, ele se organizou e inspirou aos seus discípulos a fazerem o mesmo:
“Não detenhais a vossa vista naquilo que vós sois, mas olhai Nosso Senhor, junto a vós e em vós, pronto para pôr mãos à obra tão logo recorrais a Ele; e vereis que tudo irá bem” (SV, Coste III, a Luís Rivet, padre da Missão, em Richelieu, em 19 de Dezembro de 1646, p. 133)
Preparando o nosso coração e nossa casa para a vinda do Senhor no Natal, deixemos as palavras de Jesus e o carisma de São Vicente de Paulo ressoar mais profundamente em nossos corações e em nossas vidas. As narrativas do Advento e do Natal nos lembram de uma maneira impressionante Aquele que nasceu, viveu e morreu nas fronteiras. O Evangelho de João nos lembra de forma muito comovente que Jesus “veio para o que era seu, mas os seus não o receberam” (Jo 1,11). Isto é verdade para a Sagrada Família, muitas vezes, representada em quadros e imagens piedosos como calma e serena, ela seguiu, na realidade, o caminho dos refugiados, pobres e errantes.
Esta triste realidade continua até hoje. O Cristo que era pobre, viveu entre os pobres que possuíam apenas as roupas do corpo, que não tinham nem alimento, nem abrigo e eram privados da dignidade humana. Portanto, como São Vicente diz, os pobres possuem a “verdadeira fé”, como podemos constatar em sua confiança inabalável e constante em Deus. Suas vidas e aquelas dos membros da Família vicentina que os acompanham nos falam diariamente do Advento da esperança.
Durante estas semanas do Advento, sugiro que cada um de nós reserve tempo, frente a nossa intensa programação, para meditar sobre a Escritura e a vida de São Vicente, para que sejamos discípulos de Jesus “vigilantes, entusiastas, confiantes e que testemunham” o que é fundamental para nossa vocação, como membros da Família Vicentina. Ao reservar tempo para encontrar o Senhor na oração, na Escritura e na Eucaristia, teremos a coragem, como o fez São Vicente, de pedir ao Senhor que nos encaminhe para os pobres, que passam muitas vezes desapercebidos na margem de nossas vidas. Agindo assim entraremos em solidariedade com eles, como nossos Irmãs e Irmãs em Cristo.
Permitam-me concluir com uma imagem profunda e apropriada para o Advento. Como lhes disse anteriormente, a Igreja da Natividade em Magadan oferece uma comunidade de cura e de esperança para os ex-prisioneiros do campo soviético e para os pobres. Esta pequena Igreja é um colírio para os olhos, com sua capela dos mártires, simbólica e surpreendente, suas estações da via-sacra, seus vitrais impressionantes e sua iconografia são tão marcantes que não se pode esquecer. No entanto, o ícone da Natividade (que está impresso no começo desta carta) acima do altar é o que mais impressiona quando se entra na Igreja. O lugar onde está colocado é, sem dúvida, o mais apropriado do ponto de vista litúrgico.
Mas, para mim, este ícone representa muito mais. Ele nos mostra como o nosso ser de discípulo com Jesus e o carisma vicentino testemunham o poder e a presença de Deus em nosso mundo atual. Apesar do passado mortal de Magadan, o ícone e a Igreja da Natividade confirmam que o Cristo nasce novamente. A Igreja da Natividade e todas as obras da Família Vicentina Internacional são para nós recordações vivas e quotidianas que “a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam”.
Que o Senhor nasça novamente em vocês neste Natal e os abençoe neste ano que se aproxima!


Seu Irmão em São Vicente
G. Gregory Gay, C.M.
Superior geral

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Padre vicentino é destaque no site Uol

O site de notícias Uol divulgou uma fotolegenda, em que aparece o padre vicentino Germano Malepa (da Congregação da Missão), ontem (8).

A imagem foi publicada na editoria 'Imagens da Semana'.

Germano Malepa é padre há 32 anos e faz parte da Pastoral Rodoviária, em que, por meio de um caminhão-capela, evangeliza motoristas.

Veja a postagem no link: http://noticias.uol.com.br/album/111109_album.jhtm?abrefoto=32


Fonte: Padre Maikol

sábado, 5 de novembro de 2011

Morrer é transvivenciar




A morte de toda celebridade provoca impacto midiático. Por isso, os arquivos da mídia guardam obituários da rainha Elizabeth II e do papa Bento XVI, de Pelé e Neymar, de Demi Moore e Sebastien Vettel.

A morte nem sempre manda aviso prévio. Se uma celebridade deixa a vida por acidente, como Ayrton Senna e Lady Di, ou por causa inesperada, como Michael Jackson e Amy Winehouse, as redações precisam ter pronto o perfil biográfico do falecido.

Agora, Steve Jobs morreu aos 56 anos. O impacto é tanto maior quanto mais prematura e irreparável a perda: não há como clonar cérebros e talentos geniais. Há pessoas, sim, insubstituíveis. Como já não estão entre nós, ficamos sem parâmetro de comparação, sem saber o que fariam no lugar de quem lhes sucedeu.

Sim, sabemos todos que ninguém é imortal. Em determinado dia, mês e ano do calendário cada um de nós deixará este mundo. O que choca é ver alguém morrer antes do tempo... Sobretudo quando se respira uma cultura de preconceito à velhice.

Chamar, hoje, alguém de velho é uma ofensa. No máximo, admite-se "idoso”. E haja eufemismos para qualificar quem passou dos 60: terceira idade, melhor idade etc. Vi escrito numa van: "Aqui viaja a turma da dign/idade”.

Como velho que sou, rejeito tais artimanhas da linguagem. A melhor idade é dos 20 aos 35 anos (embora a ditadura, ao encarcerar-me, tenha me roubado 4). Se é para inventar eufemismo, melhor ser realista e considerar, nós velhos, a turma da eterna idade, já que estamos naturalmente mais próximos dela...

Nossa cultura pós-moderna lida muito mal com a morte. Busca ansiosamente o elixir da eterna juventude: academias de ginástica, anabolizantes, macrobiótica, cirurgias plásticas etc. Na minha infância, criança era quem tinha de zero a 11 anos. Adolescente, de 11 a 18. Jovem, de 18 a 30. Adulto, de 30 a 50. Velho, mais de 50.

Hoje, tem-se a impressão de que criança é de zero a 18, quando se vive na dependência dos pais. Adolescente, de 18 a 30, sem segurança quanto a compromissos afetivos e profissionais. E, jovem, dos 30 em diante, ainda que se tenha 80 ou 90...

O mundo desencantou-se, disse Max Weber. Religiões e ideologias estão em crise. Pouco se pergunta pelo sentido desta vida e, portanto, muito menos o que nos espera na outra. A relativização de valores e a desculpabilização ética exorcizam o medo de padecer eternamente no inferno.

A morte, como fato social, é tratada como inconveniente: não há rituais fúnebres. Morre-se no hospital, faz-se breve velório, crema-se o corpo, espalham-se as cinzas ao pé de alguma árvore. E vira-se a página. Não há luto nem memória do falecido. E em famílias ricas não raramente a briga por herança começa antes de o defunto esfriar.

As escolas deveriam educar seus alunos quanto aos ritos de passagem inevitáveis ao longo da vida. Eles aprenderiam que a morte não merece credibilidade porque, em si, não existe. Existem a passagem para quem se foi e a perda para quem ficou.

Há famílias que cometem o erro de evitar que as crianças compareçam ao velório de entes queridos. Elas ficam com uma incômoda interrogação na cabeça frente ao "sumiço” do parente querido.

Não gosto do verbo morrer. Prefiro transvivenciar. Por uma questão de fé e sentimento. Quando nascemos, todos riem e nós choramos. Quando transvivenciamos, ocorre o contrário.

A vida é um milagre excepcionalmente belo para enclausurar-se nos poucos anos que nos são dados viver. Acredito que, ao sair do casulo, todos haveremos de virar borboletas – o que é ainda mais belo e promissor.


Autor - Frei Betto

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

30 de Outubro, dia Nacional da Juventude



Precisamos de Santos de calça jeans - João Paulo II

Precisamos de Santos sem véu ou batina.
Precisamos de Santos de calças jeans e tênis.
Precisamos de Santos que vão ao cinema, ouvem música e passeiam com os amigos.
Precisamos de Santos que coloquem Deus em primeiro lugar, mas que se "lascam" na faculdade.
Precisamos de Santos que tenham tempo todo dia para rezar e que saibam namorar na pureza e castidade, ou que consagrem sua castidade.
Precisamos de Santos modernos, santos do século XXI, com uma espiritualidade inserida em nosso tempo.
Precisamos de Santos comprometidos com os pobres e as necessárias mudanças sociais.

Precisamos de Santos que vivam no mundo, se santifiquem no mundo, que não tenham medo de viver no mundo.

Precisamos de Santos que bebam coca-cola e comam hot dog, que usem jeans, que sejam internautas, que escutem disc man.

Precisamos de Santos que amem apaixonadamente a Eucaristia e que não tenham vergonha de tomar um refri ou comer uma pizza no fim-de-semana com os amigos.

Precisamos de Santos que gostem de cinema, de teatro, de música, de dança, de esporte.
Precisamos de Santos sociáveis, abertos, normais, amigos, alegres, companheiros.
Precisamos de Santos que estejam no mundo; e saibam saborear as coisas puras e boas do mundo, mas que não sejam mundanos".

(João Paulo II)



segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Papa Bento XVI anuncia o "Ano da Fé"



Bento XVI presidiu, neste domingo, 16 de outubro, na Basílica de São Pedro, no Vaticano, a celebração eucarística para a Nova Evangelização. Os participantes do encontro "Novos evangelizadores para a Nova Evangelização – A Palavra de Deus cresce e se multiplica", promovido pelo Pontifício Conselho para a Nova Evangelização, estiveram presentes na cerimônia de encerramento desse evento. O Papa anunciou que em 2012 terá início o "Ano da fè".

"Estou feliz por esta reunião se realizar no contexto do mês de outubro, uma semana antes do Dia Mundial das Missões. Isto reforça a verdadeira dimensão universal da nova evangelização, em harmonia com a missão ad gentes" – frisou o Papa. "Vocês foram escolhidos por ele" – disse Bento XVI citando a 1ª Carta de Paulo aos Tessalonicenses. "Cada missionário do Evangelho deve considerar sempre esta verdade: é o Senhor que toca os corações com sua Palavra e seu Espírito, chamando a pessoa à fé e à comunhão na Igreja" – sublinhou Bento XVI.


"Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida" – disse Jesus. "Os novos evangelizadores são chamados a caminhar por primeiro neste Caminho que é Cristo, para dar a conhecer aos outros a beleza do Evangelho que dá vida. E neste caminho não se está sozinho, mas em companhia: uma experiência de comunhão e fraternidade que é oferecida às pessoas que encontramos, para comunicar-lhes a nossa experiência de Cristo e sua Igreja. Assim, o testemunho unido ao anúncio pode abrir o coração daqueles que buscam a verdade a fim de que possam encontrar o sentido da própria vida" – destacou o Santo Padre.


Para dar novo impulso à missão eclesial, o Papa anunciou – durante a celebração eucarística - que a Igreja celebrará o "Ano da Fé" que terá início em 11 de outubro de 2012, no 50º aniversário da abertura do Concílio Vaticano II e se concluirá em 24 de novembro de 2013, Solenidade de Cristo Rei do Universo.


"Será um momento de graça e compromisso para uma plena conversão a Deus, para fortalecer a nossa fé n'Ele e a anunciá-Lo com alegria ao homem do nosso tempo. Queridos irmãos e irmãs, vocês estão entre os protagonistas da nova evangelização que a Igreja iniciou e leva avante, não sem dificuldade, mas com o mesmo entusiasmo dos primeiros cristãos" – concluiu Bento XVI. (MJ)

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Festa de Nossa Senhora Aparecida em Votorantim

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Cruz Peregrina da JMV em Sorocaba

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Plenária da Região IV será transmitida ao vivo

Neste final de semana, acontece o V Congresso de Dirigentes da SSVP Regional IV.
O evento será realizado na Casa de Encontros Betania - Cidade de Maria, em Barretos/SP, área do Conselho Metropolitano de São José do Rio Preto.
Na oportunidade estarão reunidos as principais lideranças (Presidentes de Conselhos Centrais, e Diretorias dos Conselhos Metropolitanos e da Regional IV), para direcionamento dos trabalhos e objetivos vicentinos em 2012; e lançamento oficial do Ano Temático: "Vamos aos Pobres...", que será o tema de espiritualidade sugerido a ser trabalhado durante o ano de 2012 em todo o Brasil, com o apoio e incentivo do Conselho Nacional do Brasil.
Estarão participando também Pe. Mizael, Pe. Edson e Pe. Joelson da Congregação da Missão e ainda Ir. Agenor e seminaristas dos Religiosos de São Vicente.
O Congresso inicia-se na sexta-feira às 18h e termina no domingo, às 12h.

O evento será transmitido on-line via internet pelo endereço: www.cmj.org.br
Não deixe de acompanhar e divulgar a todos esta boa novidade.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO APARECIDA E SANTA LUÍSA DE MARILLAC



A festa da Padroeira do Brasil é uma boa ocasião para refletirmos um pouco sobre a devoção mariana no carisma vicentino. Neste texto vamos nos deter em algumas reflexões sobre Maria escritas por Santa Luísa de Marillac.
A Padroeira do Brasil tem por título Nossa Senhora da Conceição Aparecida, pois a imagem encontrada pelos pescadores é uma imagem de Nossa Senhora da Conceição. Certamente, dos quatro dogmas referentes à Maria, o da Imaculada Conceição é o mais conhecido e talvez um dos seus títulos mais populares. Apesar de o dogma ter sido proclamado somente em 1854, no século XV o Papa já havia permitido o ofício e a missa da Imaculada Conceição e mesmo antes disso, esta devoção já era popular entre os católicos. As aparições de Maria à Catarina Labouré (Medalha Milagrosa – 1830) e à Bernadete Soubirous (Lourdes – 1858) fazem referência a esta prerrogativa de Maria.
Na Família Vicentina a devoção a Imaculada Conceição é um traço marcante visto ser uma herança espiritual dos nossos fundadores: São Vicente de Paulo, Santa Luísa de Marillac e o Bem-aventurado Frederico Ozanam. Encontramos em suas vidas e em seus escritos referências a este título de Maria como, por exemplo, a escolha que o fundador da SSVP fez do dia 08 de dezembro, solenidade da Imaculada Conceição, como uma de suas quatro festas regulamentares. A Medalha Milagrosa e a oração ‘Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós’ são mais um sinal de como a Família Vicentina tem um duplo motivo para celebrar a Padroeira do Brasil. Como brasileiros, fazemos parte deste povo que se dirige aos pés da Mãe Aparecida para apresentar suas necessidades, agradecer as graças alcançadas e pedir força para vencer as dificuldades de uma vida dura onde sua dignidade de filhos e filhas de Deus é desconsiderada e, muitas vezes, negada. Como vicentinos inspirados pelos grandes Santos da Caridade, encontramos em Maria, a Imaculada, o modelo de Igreja e de cristãos que queremos ser para servimos os Pobres e, assim, tornarmos o Evangelho vivo em nosso mundo.
Santa Luísa de Marillac, no século XVII, expressava com frequência sua admiração e confiança na Mãe de Deus. Em fidelidade a doutrina católica, a devoção mariana de Santa Luísa é centrada em Jesus, isto é, ela admira e louva Maria, mas sempre reconhecendo que tudo o que nela foi feito e o que ela significa é em função da vida do Filho de Deus.
“Sua Conceição e todas as graças infusas que lhe foram concedidas por causa da escolha que Deus fez dela para sua Mãe, tornaram-na Imaculada em previsão dos méritos da vida de seu Filho” (ELM, p. 785). “Seja eternamente gloriosa essa bela alma escolhida entre milhares e milhões, por sua adesão aos desígnios de Deus!” (ELM, p. 784). Sabemos que o dom da Conceição Imaculada de Maria não a privou de sua liberdade de escolha. Ainda que livre do pecado em função de sua maternidade divina, Deus dá a Maria a possibilidade de aceitar ou não ser a mãe do Salvador; da parte de Deus tudo havia sido feito e preparado para isso, mas havia algo que dependia dela: a adesão. Luísa de Marillac louva Maria que, sendo chamada por Deus para tal missão, decide entregar-se a ela, não colocando obstáculos a ação da graça em sua vida. A graça que Deus lhe concede e a sua decisão de colaborar com ela, levam Maria ao encontro do outro que precisa do seu serviço-missão: Isabel, os pastores pobres de Belém, os noivos de Caná, a comunidade dos seguidores de Jesus. E assim tem sido ao longo da história: Maria se dirige aos pobres e pequenos (camponeses, índios, pastores, pescadores, etc.) para que sejam seus mensageiros a fim de lembrar ao mundo a escolha que seu Filho fez e sua mensagem.
A exemplo da Imaculada, Luísa se vê chamada (e nós também) a não colocar obstáculos a vontade divina, mas deixar-se conduzir a fim de realizar a missão para a qual foi chamada. Aderir aos desígnios de Deus significa entregar-se inteiramente, assumir com responsabilidade e dedicação o projeto que escolhemos. A vida de Santa Luísa não era uma vida centrada nela mesma, ainda quando sofria por causa de seu filho, mas à disposição do serviço dos Pobres onde, como São Vicente, ela se sentia continuando a missão de Jesus.
Aliás, Santa Luísa admira em Maria o modo como ela compartilhou a vida e a missão de Jesus “pelo puro amor que tínheis a Deus e a salvação das almas, pelas quais trabalhastes o resto de vossos dias, à imitação perfeita do Espírito de Jesus, meu Salvador” (ELM, p. 784). Atenta ao que Jesus vivia e ensinava, Maria se mantém aberta a ação do Espírito de Deus que a leva a “renunciar a sua condição de mãe” para tornar-se discípula de seu Filho. Com Jesus, ela vai aprender que buscar a vontade de Deus significa colaborar na realização da vinda do seu Reino, como rezamos no Pai nosso. E um dos sinais do reinado de Deus é “... aos pobres é anunciado o Evangelho” (Lc 7,22). Maria, provavelmente testemunhou isso ao ver o que seu Filho realizava e a multidão de pobres e marginalizados que o seguiam. O evangelista João coloca Maria junto de Jesus em dois momentos muito importantes: no começo de sua vida pública e na sua morte na cruz. Ela compartilhou da alegria da missão, mas também do sofrimento, das dificuldades e da morte e permaneceu sempre fiel. No entanto, Luísa destaca também a maneira como Maria trabalhava pela “salvação das almas”: “à imitação perfeita do Espírito de Jesus”. Precisamos nos lembrar sempre que tudo o que fazemos deve ser feito no Espírito de Jesus e à sua maneira. Algumas vezes, nós planejamos coisas boas, mas elas não são feitas no Espírito de Jesus, isto é, por ele e para ele, muito menos da maneira como ele mesmo espera que vivamos seu Evangelho e façamos nosso serviço dos Pobres. Para Santa Luísa não é suficiente trabalhar por uma causa, é importante também o espírito que nos move a estarmos nela.
“Ao realizar nossas ações, olhemos a Santíssima Virgem e pensemos que a maior honra que lhe possamos tributar é a imitação de suas virtudes” (ELM, p. 899). São Vicente de Paulo ajudou Santa Luísa a purificar suas devoções pessoais e no seu processo de amadurecimento espiritual, ela percebe que a melhor maneira de louvarmos Maria é imitar suas virtudes. Inspirando-nos nelas seremos mais de Deus e realizaremos melhor nossa missão. Não precisamos multiplicar práticas devocionais que muitas vezes cansam e são repetitivas; utilizando as devoções marianas da tradição da nossa Igreja e imitando suas virtudes no nosso cotidiano, estaremos, certamente, cultivando o amor a Maria e honrando-a como nosso Fundadores fizeram e receberemos suas bênçãos para servimos os Pobres, seus filhos amados, nesta terra que lhe é consagrada!


Rezemos:
“Sou toda vossa, Santíssima Virgem, para ser mais perfeitamente de Deus.
Se, pois, vos pertenço, ensinai-me a imitar vossa santa vida, mediante o cumprimento do que Deus quer de mim.
Com toda a humildade reclamo a vossa ajuda; vós que conheceis minha fraqueza,
vede meu coração e dignai suprir com vossas preces o que eu deixar de fazer por minha incapacidade e negligência.
Visto que é de vosso amado Filho, meu Redentor, de quem recebestes as heroicas virtudes que praticastes neste mundo,
uni o espírito de minhas ações à sua santa presença, para a glória de seu santo Amor.
Toda criatura honre vossa grandeza, vos veja como meio seguro de ir a Deus, vos ame de preferência a qualquer outra simples criatura e todas elas vos tributem a glória que mereceis como Filha muito amada do Pai, Mãe do Filho e digna Esposa do Espírito Santo!” (ELM, p. 784).

Irmã Carolina Mureb Santos, FC

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Mobilidade Humana: somos migrantes

“Cada um de nós nasce numa localidade, muda-se para vários outros locais ao longo da vida e nem sabe aonde vai morrer. Bebe água de muitas nascentes diferentes e ingere alimentos de muitas regiões. Somos migrantes”.
Instituído em 2003, o Setor Pastoral da Mobilidade Humana da CNBB realizou em Brasília-DF, de 5 a 7 de outubro de 2011, o IV Encontro Nacional das Pastorais da Mobilidade. Esse setor é agregado à Comissão Episcopal para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz.
Fizeram-se presentes as seguintes pastorais associadas: Pastoral das Migrações, Apostolado do Mar, Pastoral Rodoviária, Pastoral dos Nômades, Pastoral do Turismo, Pastoral dos Refugiados, Pastoral Nipo-Brasileira, Missão Católica Polonesa, Pastoral dos Estudantes Internacionais, Pastoral do Circo, Pastoral do Povo de Rua, Tríplice Fronteira e outras.
Tema do Encontro: “Deslocamentos humanos provocados pelas mudanças climáticas, catástrofes naturais e tecnológicas.” Objetivo: Favorecer o intercâmbio de experiências, a articulação e relato da caminhada das Pastorais do Setor e refletir sobre a questão das mudanças climáticas para perceber seus efeitos na mobilidade humana e firmar nossa presença e resposta como Igreja.
Além das exposições de praxe, a emoção do Encontro ficou por conta de dois testemunhos: 1) Sr. Antonio Araújo Rodrigues, de Cacoal da Estação, interior do Piauí, sobrevivente do rompimento da Barragem de Algodões em 27 de maio de 2009: “Uma lâmina de 20 metros de água arrasou tudo abaixo da barragem por longos quilômetros. Na hora, morreram 24 pessoas e muitos animais. Depois da catástrofe, muita gente continua morrendo, sem condições de sobrevivência. O meu trauma psicológico será para o resto da minha vida.” 2) Ir. Maria Severina Gonçalo da Hora, missionária claretiana, de Murici, Alagoas, descreveu a grande enchente de 2010 que ali destruiu 18 cidades, desabrigou 7 mil famílias, matou de imediato 54 pessoas. Até hoje, há famílias vivendo em abrigos. No esforço de abrigar as grávidas que foram afetadas pela enchente criou-se o projeto “Bem-vindo bebê”. A família Calheiros e o próprio padre dificultaram o socorro às vítimas. A Ir. Severina, muito bem-humorada, fez a descrição das peripécias da equipe de socorro, arrancando dos ouvintes lágrimas, risos e um belo aplauso final.
Fizeram-se presentes ao Encontro várias autoridades da Pastoral da Mobilidade. Um dado revelador: o Pe. Lourenço Mika, vicentino, da Pastoral Rodoviária, disse: “Nós temos a menor igreja do mundo e a maior paróquia do mundo, pois, nosso caminhão-capela tem dois metros quadrados e nós atendemos 2,5 milhões de caminhoneiros nos postos de combustíveis em todo o Brasil.”


Máikol, Curitiba-PR

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

LISTAS TELEFÔNICAS - Doação ajuda dez entidades em Sorocaba e Votorantim



Como saldo final a campanha de recolhimento das listas telefônicas antigas da Epil, dez entidades assistenciais (sendo duas em Votorantim e oito em Sorocaba) receberam doações na manhã de terça-feira. Depois de dois meses coletando as listas antigas, a empresa entregou cerca de R$ 950 em produtos de limpeza, higiene pessoal e alimentos para cada uma das contempladas.


Em Sorocaba o programa está presente desde 2004. O assessor de comunicação da empresa, Gesner Dias Júnior (foto), explica que o papel das listas recolhidas é vendido para reciclagem e o dinheiro revertido em favor das entidades da cidade em que as listas foram recolhidas. Este ano, assim como nos anteriores, foram recolhidas cerca de metade dos catálogos telefônicos. A intenção, segundo ele, é que este número aumente nos próximos anos.


A ação de responsabilidade social, como lembra o assessor, também tem forte apelo ambiental. O projeto é implantado em todas as cidades que a empresa de catálogos telefônicos atua. "É importante que os assinantes se conscientizem e devolvam as listas antigas quando as novas forem entregues", afirma ele.


Em Sorocaba as entidades beneficiadas foram Vila dos Velhinhos, Casa do Menor de Sorocaba, Creche Maria Claro, Hospital Gpaci, Doce Lar do Menor, Centro de Integração da Mulher (CIM-Mulher), Associação Pró Reintegração Social da Criança e Associação Cristã de Assistência Plena (Acap). Na cidade de Votorantim, as doações foram feitas à Creche São Vicente de Paulo e Recanto Renascer Comunidade Terapêutica. Mais informações sobre o projeto pelo telefone 0800-120333.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Creche São Vicente de Paulo agradece e presta conta de Desfile Beneficente



A Creche São Vicente de Paulo de Votorantim agradece a todos os colaboradores que contribuíram para o Sucesso do Desfile Beneficente promovido em parceria com a Nova Girassol Moda Infantil, realizada na tarde do dia 02 de Outubro no Salão Social da APEVO, gentilmente cedida pela sua diretoria. O Evento contou com a presença do Coral Infantil da Secretaria da Cultura de Votorantim e cerca de 42 crianças que apresentaram as novas tendências da Moda Primavera/Verão 2011/2012. No total foram arrecadados R$ 1.277,00 (mil duzentos e setenta e sete reais) que serão destinados a manutenção da entidade que atende 75 crianças de 03 meses a 04 anos de idade.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Obras completas de São Vicente de Paulo serão lançadas no Brasil



Está previsto para o início de 2012, o lançamento do primeiro volume das Obras Completas de São Vicente de Paulo, agora traduzidas em língua portuguesa. Trata-se de um verdadeiro marco histórico para a Família Vicentina no Brasil. Serão ao todo 14 volumes, contendo cartas, conferências e documentos, textos de indescritível profundidade e incontestável relevância, indispensáveis a todos quantos desejam encontrar em São Vicente um referencial seguro na vivência dos valores cristãos, um impulso para a missão e um fascinante estímulo na caridade.

Mais do que qualquer biografia, a leitura dos textos de São Vicente pode revelar-nos o âmago de seu coração e de seu espírito: a humildade, a profundidade e a vastidão de sua caridade; o humanismo e a sensibilidade do seu coração, extremamente terno e amoroso para com os pobres e os seus filhos e filhas espirituais; o incansável batalhador pela causa dos indigentes e sofredores; a irradiação de suas virtudes e obras na França sofrida do seu tempo; a criatividade fecunda de suas iniciativas; a riqueza dos dons com que a Providência o cumulou. Enfim, o milagre de sua vida.

Todos os membros da Família Vicentina são convidados a se aproximarem dessa fonte abundante e cristalina da nossa espiritualidade e missão. Aqueles que desejarem reservar seus exemplares do primeiro volume poderão entrar em contato com os organizadores da publicação: pbcm@pbcm.com.br.

FONTE: PROVÍNCIA BRASILEIRA DA CONGREGAÇÃO DA MISSÃO

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Horário de verão começa no próximo dia 16 de outubro






O horário de verão deste ano terá início no dia 16 de outubro e terminará no dia 26 de fevereiro de 2012. Neste período, os brasileiros que moram nas regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste terão que adiantar o relógio em uma hora.

O horário é adotado no país com o objetivo principal de aliviar as redes de transmissão de energia nos períodos do dia em que o consumo é mais intenso.

Na última vez em que foi adorado, no entanto, o resultado da medida foi inferior ao esperado pelo setor elétrico e em relação à edição anterior. A redução de demanda na última edição foi de 4,4%. No ano anterior, a economia foi maior, de 4,7%.

Desde 2008, um decreto presidencial estabelece datas fixas para o início e término do horário de verão. Antes, anualmente, era publicado um decreto para definir o período da mudança.

De acordo com o decreto, a mudança no horário ocorrerá, todos os anos, no terceiro domingo de outubro e terminará no terceiro domingo de fevereiro. Se a data coincidir com o domingo de Carnaval --como ocorrerá em 2012--, o final do horário de verão é transferido para o próximo domingo.


fonte: folhaonline

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Avivamento Vicentino




'Deixaram tudo e seguiram Jesus' (Lucas 5, 11)

"Deixaram tudo e seguiram Jesus" (Lucas 5, 11) é o tema do 24º Avivamento Vicentino (AVIV), que acontece na sede da Comunidade Canção Nova, em Cachoeira Paulista (SP), no dia 25 de setembro, a partir das 8 horas da manhã.

O evento é voltado para membros da Sociedade de São Vicente e vicentinos de todo o Brasil.

O encontro contará com apresentações musicais do FEMUVI – Festival de Música Vicentina, no dia 24 de setembro, a partir das 20 horas. O Bispo da Diocese de Caraguatatuba (SP) Dom Antônio Carlos Altieri, padre Pedro Del Negado e padre José Ricardo Fernandez também vão participar desse momento.

Foto: Robson Siqueira

Alunos da UNISO promovem Parmegiana Beneficente em prol a Creche São Vicente de Paulo




segunda-feira, 19 de setembro de 2011

No Peito eu levo uma cruz


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Novena em louvor a São Vicente de Paulo


Começa hoje, dia 19, e vai até o dia 27 de Setembro a novena em louvor a São Vicente de Paulo na Comunidade do Padroeiro, no Jardim Karolyne em Votorantim. Acompanhe abaixo a programação:

Dia 19 – Missa Celebrada pelo Padre João Alfredo Pires de Campos as 19:30h
Dia 20 –Missa Celebrada pelo Padre Rubens da Silva Dalmazo as 19:30h
Dia 21 –Missa Celebrada pelo Padre Ocelo Domingos Pereira Filho as 19:30h
Dia 22 –Missa Celebrada pelo Padre Santo Candido as 19:30h
Dia 23 –Missa Celebrada pelo Padre Osman Procópio da Silva as 19:30h
Dia 24 –Celebração presidida pelo Diácono José Alberto de Souza Terra as 19:30h
Dia 25 –Celebração presidida pelo Diácono José Laerte Heber as 17:30h
Dia 26 –Missa presidida pelo Padre José Geraldo da Fonseca as 19:30h
Dia 27 – Missa presidida pelo Padre Marcos Alexandre dos Santos as 19:30h

domingo, 18 de setembro de 2011

Livro:Vamos aos Pobres



“Deus visita porque ama a pessoa humana”. Desde criança somos encantados pelas visitas. Parentes e amigos, quando nos visitam transformam nossa casa. Tudo se torna festa, comemoração, alegria e felicidade. O mesmo ocorre quando visitamos um parente ou um amigo.

Vamos focar a visita de Maria a sua prima Isabel (Lc 1,39-56). Quanta honra e felicidade de Isabel e Zacarias em receber a Mãe do Salvador, foi essa a expressão de Isabel. A visita levou felicidade até o nascimento do menino. Jesus no ventre de Maria manifesta seu amor nesta visita a Isabel.

Como deve ser a nossa visita a uma família necessitada à qual nos propomos a ajudá-la? Nossa presença nas casas dos Pobres deve ser como a visita de Maria à sua prima Isabel. Afinal, estamos em nome de Jesus, levando a esperança e conforto. Como nos apresentamos, como falamos? Somos realmente uma presença do amor de Deus para os nossos “mestres e senhores”?
“Exercer o profetismo não é nada confortável”. Nossas visitas devem ser capazes de levar efetivamente a afetividade para quem não têm parentes e amigos. Devemos cumprir nossa missão profética durante as visitas que fazemos, semanalmente, aos Pobres. Não é fácil descobrir o Cristo nos casebres caindo, no meio da falta de higiene, na falta de esperança, na falta de tanta coisa, incluindo o amor.
Acredito que este livro trará muitos subsídios para a nossa missão profética. Certamente nos ajudará a interpretar a realidade do momento presente em que realizamos as nossas visitas aos preferidos de Deus. Seu estudo e reflexão durante nossas reuniões farão que nos preparemos melhor para esta grande missão que nos foi confiada.

Até bem pouco tempo não dispúnhamos de escritos para nos orientar na vida Vicentina. Graças a Deus, agora, contamos com mais um livro a nos auxiliar em nossa missão de cristão profeta.

Título: "Vamos aos Pobres!"
Autor: Mizaél Donizetti Poggioli
Lançamento: setembro de 2011
Páginas: 142
Preço: R$ 10,00 mais despesas de Correio-ECT.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Desfile Beneficente


A nova Girassol moda Infantil estará promovendo um Desfile Beneficente em prol a Creche São Vicente de Paulo de Votorantim. O evento será realizado no próximo dia 02 de Outubro a partir das 15h no Salão de Festas da Associação dos Aposentados e Pensionistas de Votorantim –APEVO, localizada na rua Antonio Fernandes nº 50, no Centro de Votorantim. A loja abraçou a causa e traz para a passarela as tendências das novas coleções Primavera e Verão 2011/2012. Os convites no valor de R$ 5,00 estão a venda na Creche São Vicente de Paulo e na Loja Nova Girassol Moda Infantil, situada na rua Monte Alegre, 36 –Sala 2 –Centro de Votorantim. De acordo com sua proprietária Angela Vasques toda a arrecadação será revertida a Instituição que atualmente atende 75 crianças de 03 meses a 04 anos de idade.

Projeto de lei permite o acesso às informações financeiras das entidades sem fins lucrativos




Com o objetivo de promover acesso às informações sobre as despesas financeiras das entidades sem fins lucrativos, o vereador Pedro Nunes Filho (PDT), apresentou nesta última sessão legislativa da Câmara Municipal de Votorantim, o projeto de lei nº 075/11, que tem a intenção de publicar gratuitamente no Diário Oficial do Município, os balancetes financeiros das entidades sem fins lucrativos, registradas na Comissão Municipal de Assistências Social (COMAS).


Dentre os artigos do projeto há a especificação de que as entidades beneficentes que participarem de festas promovidas pelo Poder Executivo Municipal deverão, no prazo de 30 dias, publicar o seu balancete no Diário Oficial do Município. De acordo com a justificativa do autor do projeto, atualmente existem muitas entidades em Votorantim que se dizem beneficentes, no entanto, frequentemente, os munícipes reclamam que não tem acesso aos balancetes dessas entidades.

"A festa junina beneficente da cidade acolhe várias entidades para prestar seus serviços aos visitantes e o nosso dever é ter conhecimento para saber informar a população interessada sobre o faturamento dessas entidades, e para que todos tenham ciência de como está sendo aplicado o dinheiro arrecadado", destaca o vereador.
"Vale ressaltar que de maneira alguma, lançamos dúvidas sobre o trabalho sério de cada entidade, apenas, queremos atender as inúmeras solicitações de munícipes", finaliza Pedro Nunes.


Thalyta Lima
Assessora de Imprensa
Câmara Municipal de Votorantim

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

CM Jundiaí transmite Encontro de Formação ao vivo pela internet

O Encontro promovido pelo Conselho Metropolitano de Jundiaí, entre os dias 26 e 28 de agosto, na Casa de Oração “Servos de Javé”, em Jundiaí, fez uso dos modernos meios de comunicação.
O evento foi transmitido ao vivo pela internet, em quase toda a programação, com participação de vicentinos por meio de videoconferência. Estavam presentes 205 pessoas, dentre elas, confrades e consócias de toda a área de atuação do CM Jundiaí.
Vicentinos também acompanharam o evento pela internet e interagiram por meio do chat (sala de bate papo) instalada no site: www.cmj.org.br, e ainda fizeram comentários ao vivo, a exemplo do confrade Ricardo Fonseca, Coordenador Nacional de Comunicação da SSVP, que elogiou a iniciativa do CM Jundiaí; confrade Marcelo Paulino de Melo, coordenador do DENOR CM João Pessoa/PB; consócia Eunice Carmo, coordenadora de comunicação CM Formiga, consócia Tatielle Oliveira, assessora de comunicação do CNB, confrade Luiz Alberto Botega, presidente do CM São Carlos e Valeria Olivatti, consócia do Conselho Central de Campinas.
O evento teve início na sexta-feira, com a recepção dos participantes. A Oração da Noite foi conduzida pelo padre Joelson Sotem, da Congregação da Missão, assessor espiritual do CM Pouso Alegre/MG. No sábado de manhã, padre Joelson conduziu um belíssimo Momento Marial. Depois, Dom Gorgônio Alves da Encarnação Neto, Bispo da Diocese de Itapetininga, presidiu a Santa Missa. Dom Gorgônio também proferiu a palestra, cujo tema foi: "Deus Presente nos Pobres". Dom Gorgônio, reconhecido incentivador do Movimento Vicentino, disse que: "As Conferências Vicentinas são o braço misericordioso da Igreja". Dom Gorgônio também fez diversas reflexões sobre o trabalho vicentino, ressaltando: "Precisamos fazer a Caridade com Qualidade, sendo que a Justiça deve andar sempre junta com a Caridade".
No sábado à tarde, jovens vicentinos de Jundiaí apresentaram uma peça teatral, aplaudida por todos. Depois foi a vez do padre Carlos Aparecido Marchesani, assessor espiritual do Conselho Central de Jundiaí, proferir a palestra "Ver com o Coração". Padre Carlos "provocou" também reflexões aos participantes sobre a questão da Ética Vicentina a ser praticada pelas lideranças.
No final da tarde, a palestra "Exemplos de Ozanam" foi ministrada pelo padre Paulo André Ceo Rosa, assessor espiritual do Conselho Metropolitano de Jundiaí e pároco da Paróquia Beato Frederico Ozanam, de Jundiaí. Padre Paulo André enfatizou a luta de Frederico Ozanam no campo social e político, como precursor da Doutrina Social da Igreja. Formado também em Psicologia, recentemente, padre Paulo André também apresentou nuances do relativismo ideológico que persegue de forma silenciosa a Igreja Católica, nos dias de hoje. Refletiu também sobre a necessidade dos vicentinos agir em defesa das famílias.
A última palestra do sábado foi proferida pelo padre Alexandre Nahass, assessor espiritual do Conselho Nacional do Brasil da SSVP, com o tema: "Face a Face com o Próximo". Padre Alexandre ressaltou que sem espiritualidade fortalecida e alimentada, o trabalho vicentino perde sua força e sua essência. Padre Alexandre, por sua experiência missionária, deu exemplos de vicentinos que viajam por vários dias, de barco, para participar de encontros e de reuniões vicentinas.
À noite, o grupo de jovens vicentinos de Jundiaí apresentou outra emocionante peça teatral, tendo como foco a figura de São Vicente de Paulo, motivando todos os vicentinos.
No domingo, padre Joelson conduziu a Oração da Manhã. Na sequência, o cfd. Denílson Cardoso de Sá, do CM Jundiaí apresentou o projeto "Comunhão Fraternal do CM Jundiaí com o CM João Pessoa". Utilizaram-se da palavra os confrades Beethoven, Presidente do CM João Pessoa e cfd. Raimundo de Brito, Presidente do CP de Mossoró/RN. Através dessa comunhão, o CM Jundiaí e o CC Jundiaí repassam auxílio financeiro ao CM João Pessoa, para que o cfd. Raimundo possa exercer sua função de missionário vicentino. Desde o ano passado, Raimundo já conseguiu reativar dezenas de Conferências espalhadas pelo Rio Grande do Norte. Algumas também foram criadas, com o apoio do Bispo de Mossoró e dos padres dessa região nordestina.
O CNB foi representado pelo cfd. Roberto Soares Bernardo, 1º tesoureiro. A csc. Ada, Presidente do CNB, enviou através do cfd. Roberto um fraternal abraço a todos os vicentinos da área do CM Jundiaí.
A última palestra foi conduzida pelo padre Joelson, com o tema: "Face a Face com Deus". Foi uma belíssima palestra, feita de forma dinânimca devido à encenação teatral apresentada pelo cfd. Marcos Zamana, representando o personagem bíblico Jó. A performance de Zamana emocionou a todos os presentes.
O encerramento teve a brilhante e alegre participação das crianças filhas de vicentinos, que fantasiadas de bichinhos, entraram no salão e foram até a frente para mostrar a faixa tema do encontro: "Mudar para Transformar", e ainda representaram as borboletas, que do casulo se transformaram em borboletas. Ao final, o cfd. Joaquim Antonio Calheiros, Presidente do CM Jundiaí agradeceu a todas as Equipes de Apoio que trabalharam de forma exemplar para o sucesso do evento. Na opinião da maioria dos participantes o encontro foi marcante pelo forte conteúdo espiritual e pelas mensagens apresentadas.



Com informações de Eliana de Sá -DECOM CM Jundiaí

domingo, 28 de agosto de 2011

Setembro é o momento da Coleta de Ozanam



Na primeira semana de setembro, os Vicentinos devem, generosamente, realizar nas Conferências a Coleta de Ozanam, cujo Artigo 69 da Regra nos ensina que o valor arrecadado será destinado ao Conselho Geral Internacional (CGI) da SSVP. A coleta deve ser feita na primeira reunião de setembro e encaminhada ao Conselho Particular no mais breve espaço de tempo, que a fará chegar, via Conselho Nacional, à sede da SSVP em Paris. O Conselho Geral Internacional utilizará esses recursos, provenientes de todas as partes do planeta, para a manutenção de sua estrutura e de sua sede, para o desenvolvimento de projetos e no repasse a Conferências mais carentes. O Conselho Geral usa ainda essa verba para apoiar os Conselhos Vicentinos de países que sofreram com desastres naturais (terremotos, furacões, tsunamis, etc), contribuindo na reconstrução de casas e na doação de remédios e mantimentos. Esta verdadeira “campanha de arrecadação” não poderia ter sido batizada com nome melhor, pois era sonho de Ozanam reunir o mundo inteiro, numa grande rede de caridade. Alertamos ainda que, conforme o § 3º do Artigo 69, a remessa dos recursos será feita pelos Conselhos Particulares, diretamente ao Conselho Nacional do Brasil, até 31 de outubro de 2010. A coleta deve refletir nosso amor à SSVP. Cabe a cada confrade ou consócia efetuar seu donativo com base na sua consciência e com espírito de partilha. Fonte: Edição nº 490 do Portal REDE DE CARIDADE, sua moderna Agência de Notícias Vicentinas!

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Hoje é comemorado 14º aniversário da beatificação de Frederico Ozanam





A Jornada Mundial da Juventude tem sido o anúncio de boas notícias para os vicentinos. Este ano, foi de que o Brasil sediará o próximo evento. Em 1997, os participantes voltaram para o país alegres com a informação da beatificação de Antonio Frederico Ozanam - fundador da Sociedade de São Vicente de Paulo (SSVP).

Ozanam foi beatificado no dia 22 de agosto, na Catedral de Notre-Dame (Paris), pelo então Papa João Paulo II, que também foi vicentino.

A beatificação ocorreu pela cura milagrosa de um adolescente brasileiro, afetado por uma difteria. Em fevereiro de 1926, na cidade de Nova Friburgo (RJ), foi curado graças à intercessão a Ozanam. A cura foi reconhecida pela Junta Médica da Congregação para as Causas dos Santos em 22 de junho de 1995 e, confirmada de modo unânime pelos consultores teólogos, na reunião de 24 de novembro do mesmo ano.

A seguir, a homilia do Papa João Paulo II.



HOMILIA DO SANTO PADRE
DURANTE A MISSA DE BEATIFICAÇÃO
DE FREDERICO OZANAM

Catedral de Notre-Dame, 22 de Agosto de 1997


1. «O amor vem de Deus» (1 Jo 4, 7). O Evangelho deste dia apresenta-nos a figura do bom Samaritano. Mediante esta parábola, Cristo quer mostrar aos Seus ouvintes quem é o próximo citado no maior mandamento da Lei divina: «Amarás ao Senhor teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todas as tuas forças e com todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo» (Lc 10, 27). Um doutor da Lei perguntava o que devia fazer para ter parte na vida eterna; encontrara nestas palavras a resposta decisiva. Sabia que o amor de Deus e do próximo é o primeiro e o maior dos mandamentos. Apesar disso, pergunta: «Quem é o meu próximo?» (Lc 10, 29).

O facto de Jesus propor um Samaritano, como exemplo para responder a esta pergunta, é significativo. Com efeito, os Samaritanos não eram particularmente estimados pelos Hebreus. Além disso, Cristo compara a conduta deste homem àquela de um sacerdote e de um levita, que viram o homem ferido pelos salteadores e deixado meio morto na estrada, e continuaram a sua caminhada sem lhe prestar socorro. Ao contrário o Samaritano, que ao ver o homem sofredor, «encheu-se de piedade» (Lc 10, 33); a sua compaixão levou-o a uma série de acções. Em primeiro lugar ligou-lhe as feridas, depois levou-o para uma estalagem a fim de que cuidassem dele; e, antes de partir, deu ao estalajadeiro o dinheiro necessário para se ocupar do ferido (cf. Lc 10, 34-35). O exemplo é eloquente. O doutor da Lei recebe uma resposta clara à sua pergunta: quem é o meu próximo? O próximo é todo o ser humano, sem excepção. É inútil perguntar sobre a sua nacionalidade, a sua pertença social ou religiosa. Se está em necessidade, é preciso ir ajudá-lo. É isto que pede a primeira e a maior Lei divina, a lei do amor de Deus e do próximo.

Fiel a este mandamento do Senhor, Frederico Ozanam acreditou no amor, no amor que Deus tem por todos os homens. Ele mesmo se sentiu chamado a amar, dando o exemplo de um grande amor de Deus e dos outros. Ia ao encontro de todos os que tinham mais necessidade de ser amados, daqueles a quem Deus-Amor não podia ser efectivamente revelado senão pelo amor duma outra pessoa. Ozanam descobriu nisto a sua vocação, viu o caminho para o qual Cristo o chamava. Encontrou nisto o seu caminho rumo à santidade. E percorreu-o com determinação.

2. «O amor vem de Deus». O amor do homem tem a sua fonte na Lei de Deus; a primeira leitura do Antigo Testamento demonstra-o. Nela encontramos uma descrição pormenorizada dos actos do amor ao próximo. É como que uma preparação bíblica para a parábola do bom Samaritano.

A segunda leitura, tirada da primeira Carta de São João, desenvolve o que significa a palavra «o amor vem de Deus». O Apóstolo escreve aos seus discípulos: «Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus e todo aquele que ama, nasceu de Deus e conhece-O. Aquele que não ama, não conhece a Deus, porque Deus é amor» (1 Jo 4, 7-8). Esta palavra do Apóstolo constitui verdadeiramente o centro da Revelação, o ápice para o qual nos conduz tudo o que foi escrito nos Evangelhos e nas Cartas apostólicas. São João prossegue: «Nisto consiste o Seu amor: não fomos nós que amámos a Deus, mas foi Ele que nos amou e enviou o Seu Filho como propiciação pelos nossos pecados» (ibid., 10). A remissão dos pecados manifesta o amor que por nós tem o Filho de Deus feito homem. Então, o amor do próximo, o amor do homem, já não é apenas um mandamento. É uma exigência que deriva da experiência vivida do amor de Deus. Eis por que João pode escrever: «Se Deus nos amou assim, também nos devemos amar uns aos outros» (1 Jo 4, 11).

O ensinamento da Carta de João prolonga- se; o Apóstolo escreve: «Ninguém jamais viu a Deus; se nos amarmos uns aos outros, Deus está em nós e o Seu amor é perfeito em nós. Nisto conhecemos que estamos n’Ele e Ele em nós, porquanto nos deu o Seu Espírito» (1 Jo 4, 12-13). O amor é então a fonte do conhecimento. Se, por um lado, o conhecimento é uma condição do amor, por outro, o amor faz aumentar o conhecimento. Se permanecermos no amor, temos a certeza da acção do Espírito Santo que nos faz participar no amor redentor do Filho, que o Pai enviou para a salvação do mundo. Ao reconhecermos Cristo como Filho de Deus, permanecemos n’Ele e, por Ele, permanecemos em Deus. Pelos méritos de Cristo, acreditámos no amor, conhecemos o amor que Deus tem por nós, sabemos que Deus é amor (cf. 1 Jo 4, 16). Este conhecimento mediante o amor é de algum modo o elemento essencial da vida espiritual do cristão. «Quem permanece no amor permanece em Deus e Deus nele» (ibid.).

3. No contexto da Jornada Mundial da Juventude, que este ano tem lugar em Paris, procedo hoje à beatificação de Frederico Ozanam. Saúdo cordialmente o Senhor Cardeal Jean-Marie Lustiger, Arcebispo de Paris, cidade onde se encontra o túmulo do novo Beato. Alegro-me também com a presença neste evento de Cardeais e de Bispos de numerosos países. Saúdo com afecto os membros da Sociedade de São Vicente de Paulo, que do mundo inteiro vieram para a beatificação do seu principal fundador, assim como os representantes da grande família espiritual herdeira do espírito de São Vicente. Os vínculos entre vicentinos foram privilegiados desde as origens da Sociedade, pois foi uma Filha da Caridade, Irmã Rosalie Rendu, quem guiou o jovem Frederico Ozanam e os seus companheiros rumo aos pobres do bairro Mouffetard, em Paris. Caros discípulos de São Vicente de Paulo, encorajo-vos a pôr em comum as vossas forças para que, como desejava o vosso inspirador, os pobres sejam cada vez mais amados e servidos e Jesus Cristo, honrado nas suas pessoas!

4. Frederico Ozanam amava todos os necessitados. Desde a sua juventude, tomou consciência de que não bastava falar da caridade e da missão da Igreja no mundo: isto devia traduzir-se num empenho efectivo dos cristãos no serviço dos pobres. Estava assim em sintonia com a intuição de São Vicente: «Amemos a Deus, meus irmãos, amemos a Deus, mas que isto aconteça com os nossos braços e com o suor do nosso rosto» (São Vicente de Paulo, XI, 40). Para o manifestar de maneira concreta, com a idade de vinte e cinco anos, com um grupo de amigos, criou as Conferências de São Vicente de Paulo, cuja finalidade era a ajuda aos mais pobres, num espírito de serviço e de partilha. Bem depressa, estas Conferências difundiram-se fora de França, em todos os países da Europa e do mundo. Eu mesmo, como estudante, antes da segunda guerra mundial, fiz parte de uma delas.

O amor pelos mais miseráveis, por aqueles de quem ninguém se ocupa, já está no centro da vida e das preocupações de Frederico Ozanam. Ao falar destes homens e destas mulheres, ele escreve: «Deveríamos cair aos seus pés e dizer-lhes com o Apóstolo: “Tu es Dominus meus”. Vós sois os nossos mestres e nós seremos os vossos servidores; sois para nós as imagens sagradas deste Deus que não vemos e, não sabendo amar doutra maneira, nós O amamos nas vossas pessoas» (A Louis Janmot).

5. Ele observa a situação real dos pobres e procura um empenho cada vez mais eficaz, para os ajudar a crescer em humanidade. Compreende que a caridade deve levar a trabalhar pela reparação das injustiças. Caridade e justiça caminham a par e passo. Tem a coragem lúcida dum empenho social e político de primeiro plano numa época agitada da vida do seu país, pois nenhuma sociedade pode aceitar a miséria como uma fatalidade, sem que a sua honra não seja atingida. É assim que se pode ver nele um precursor da doutrina social da Igreja, que o Papa Leão XIII desenvolverá alguns anos mais tarde na Encíclica Rerum novarum.

Diante das pobrezas que oprimem muitos homens e mulheres, a caridade é um sinal profético do empenho do cristão no seguimento de Cristo. Convido, pois, os leigos e de modo particular os jovens a darem prova de coragem e de imaginação, a fim de trabalharem para a edificação de sociedades mais fraternas, onde os mais necessitados sejam reconhecidos na sua dignidade e encontrem os meios para uma existência respeitável. Com a humildade e a confiança incondicional na Providência, que caracterizavam Frederico Ozanam, tende a audácia da partilha dos bens materiais e espirituais com aqueles que estão na miséria!

6. O Beato Frederico Ozanam, apóstolo da caridade, esposo e pai de família exemplar, grande figura do laicado católico do século XIX, foi um universitário que assumiu uma parte importante no movimento das ideias do seu tempo. Estudante, professor eminente primeiro em Lião e depois em Paris, na Sorbona, teve em vista antes de tudo a investigação e a comunicação da verdade, na serenidade e no respeito das convicções daqueles que não partilhavam as suas. «Aprendamos a defender as nossas convicções sem odiar os nossos adversários, escrevia ele, a amar aqueles que pensam diversamente de nós [...] lamentemo-nos menos dos nossos tempos e mais de nós mesmos» (Cartas, 9 de Abril de 1851). Com a coragem do crente, denunciando todos os egoísmos, ele participa activamente na renovação da presença e da acção da Igreja na sociedade da sua época. Conhece-se também o seu papel na instituição das Conferências da Quaresma nesta catedral de Notre-Dame de Paris, com o objectivo de permitir aos jovens receber um ensinamento religioso renovado, ante as grandes questões que lhes interrogam a fé. Homem de pensamento e de acção, Frederico Ozanam continua a ser para os universitários do nosso tempo, professores e estudantes, um modelo de empenho corajoso capaz de fazer ouvir uma palavra livre e exigente, na busca da verdade e na defesa da dignidade de toda a pessoa humana. Que seja também para eles um apelo à santidade!

7. A Igreja confirma hoje a escolha de vida cristã feita por Ozanam, assim como o caminho que assumiu. Ela diz-lhe: Frederico, o teu caminho foi deveras a via da santidade. Passaram mais de cem anos, e eis o momento oportuno para redescobrir este caminho. É preciso que todos estes jovens, mais ou menos da tua idade, reunidos em tão grande número em Paris, provenientes de todos os Países da particular. E grande será a tua alegria. Tu, que já vês com os teus olhos Aquele que é o amor, sê também um guia em todos os caminhos que estes jovens vão escolher, seguindo hoje o teu exemplo!
Europa e do mundo, reconheçam que esta estrada é também deles. É preciso que compreendam que, se quiserem ser cristãos autênticos, devem empreender este mesmo caminho. Oxalá abram melhor os olhos da própria alma às necessidades tão numerosas dos homens de hoje. Compreendam estas necessidades como desafios. Cristo chama-os, cada um pelo seu nome, a fim de que cada um possa dizer: eis o meu caminho! Nas opções que fizerem, a tua santidade, Frederico, será confirmada de modo

FONTE: DA REDAÇÃO DO SSVPBRASIL