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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Quarenta e três membros da Família Vicentina serão beatificados ano que vem




DATA CONFIRMADA. Em 27 de outubro de 2013, 43 membros da Família Vicentina serão beatificados pelo papa Bento XVI. São eles: Irmã Josefa Martinez Pérez (e 12 companheiras), Irmã Melchora Adoración Cortés Bueno (e 14 companheiras) e Padre Fortunato Velasco Tobar (e 14 companheiros) . Todos são espanhóis e foram martirizadas no tempo da perseguição religiosa, entre 1931 a 1939.
Mais 60 casos de possíveis beatificações entre membros da Família Vicentina continuam em análise no Vaticano.
FONTE: Boletim de Notícias da Cúria Geral da Congregação da Missão



domingo, 9 de dezembro de 2012

Padre Gregory Gay escreve carta sobre o 'Tempo do Advento'



Iniciado nesse último domingo (02), o Advento é o período de preparação para o Natal. Sobre o tema, o padre Gregory Gay (da Congregação da Missão-CM) escreveu uma carta em espanhol, traduzida a seguir. Nela, ele pede que aos membros da Família Vicentina: "Trabalhem juntos para anunciar a boa notícia e dar vida aos Pobres".
Padre Gregory ocupa hoje a função de Superior Geral da Congregação da Missão, ordem criada por São Vicente de Paulo e, por isso, é o atual sucessor do santo.
Um caminho para Cristo e nosso carisma
 
"Este é o caminho da evangelização ... que a verdade se converta em caridade, e a caridade também se acenda como o fogo nas vidas dos outros. Só acendendo a chama da caridade na vida dos outros é que crescerá a evangelização. O Evangelho não é apenas uma palavra, mas um sinal da realidade vivida (Bento XVI, Meditação sobre a abertura do Sínodo sobre a nova evangelização, 8 de outubro de 2012).
Todos os membros da Família Vicentina
Queridos irmãos e irmãs:
Que a graça e a paz de Jesus encham seus corações agora e para sempre!
Recentemente, participei como delegado do Sínodo sobre a nova evangelização, que coincidiu com o início do "Ano da Fé", para comemorar o quinquagésimo aniversário do Concílio Vaticano II. Como o nosso Santo Padre expressa na citação dada acima, "a presença do Evangelho" é um dom e um desafio para todos os que seguem a Cristo nos passos de São Vicente de Paulo. É um dom que nos foi dado por Jesus, o Verbo feito carne. Nosso desafio é fazer com que este presente seja uma "realidade vivida", servindo nossos Senhores e Mestres, Pobres de Deus. O tempo do Advento nos oferece a oportunidade de meditar sobre a beleza, mistério e incrível responsabilidade de nossa vocação de discípulos cristãos que seguem o carisma vicentino. Nosso itinerário inclui quatro movimentos distintos, refletindo esta liturgia e fase da nossa vida de discipulado no seguimento de Cristo.
 
Um tempo de medo e incerteza
 
O mundo de hoje está cheio de angústias e incertezas de todos os tipos: econômicos, geopolíticos, étnicos, sociais e pessoais. Guerras, conflitos armados e desastres naturais geram, por sua vez, a pobreza, a fome, o problema de "sem-teto" e miséria humana. Todas as situações preocupantes vividas hoje são descritas na Sagrada Escritura, no primeiro domingo do Advento: "Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas, e na terra angústia das nações ... homens vão desmaiar de medo e ansiedade sobre o que há de vir sobre o mundo "(Lc 21, 25-26).
Nossos santos fundadores, São Vicente e Santa Luísa, tiveram que enfrentar no curso de suas vidas os desafios catastróficos: a guerra, a fome, a doença do desprezo, a ignorância, pobreza e indiferença com a prática da fé católica entre os clérigos e leigos. Qual foi a suas respostas a estas dificuldades e tribulações?
Eu acho que a resposta está no mesmo Evangelho de Lucas, neste primeiro domingo do Advento: "Quando você começa a preceber, fica ereto e levanta sua cabeça: a vossa redenção está ai... Guardai-vos para que vossos corações tornarnem-se bons [...] Esteja, portanto, despertos em todos os tempos "(Lc 21, 28, 34-36).
Vicente e Santa Luísa aprenderam a conhecer melhor Jesus por meio da meditação da Palavra de Deus e ao receberem a Eucaristia, fez do Cristo, o centro do coração e da vida. Jesus acalmou as suas preocupações e instou-os a uma forma de viver o Evangelho dinâmica e profética.
Suas jornadas espirituais são continuadas quando implementamos o carisma de caridade que nos deram há mais de 350 anos. Que este Advento seja um tempo quando temos de olhar para a pessoa de Jesus Cristo na Palavra e nos sacramentos, tendo fé em Deus que "vai governar com equidade e justiça na terra" (Jr 23, 5). Com o Emanuel, Deus conosco, como o suporte principal que vai "aumentar o amor uns pelos outros e amar a todos ... que fortalece seus corações para que sejais tão santos e irrepreensíveis diante de Deus" (1 Tessalonicenses 3: 12-13 ).
 
Um momento de conscientização e espera
 
Em meio às ambiguidades da vida, a Advento proporciona visibilidade para a espera da vinda do nosso Deus em nosso meio. O Advento é um tempo de início e fim: um novo ano litúrgico, no final do ano civil. Mas, como cristãos, podemos perceber que apesar disso, este período relembra de forma real a Encarnação. Deus está sempre conosco. O profeta Baruc pede que sejamos pessoas "cheias de alegria, porque Deus se lembrou de nós" (cf. Bar 5, 5). Deus chama-nos, através de Jesus, para um amor maior.
A voz profética de João Batista reanima a consciência e expectativa da vinda de Deus para Israel. João proclamou um "batismo de conversão para o perdão dos pecados ... uma voz que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, as suas veredas" (3, 2-3). João, o profeta do Reino de Deus, falou sobre a vinda do Messias que leva uma vida disciplinada e totalmente focada em Jesus.
O Advento traz a beleza das leituras da Sagrada Escritura e hinos que dispertam-nos para a misericórdia de Deus, ajudam-nos a dirigir o olhar para o Filho unigênito do Pai.
O resultado do Advento é um olhar constante para Jesus, "Deus conosco", como fizeram Vicente e Santa Luísa. Jesus era "tudo" para eles. Vicente pediu a seus discípulos "deixem Jesus reinar em nós ... Vamos buscar a glória de Deus, buscar o reino de Jesus Cristo" (SV XI-3, p. 429). Vicente e Luíza fizeram o reino de Deus na Terra, servirdo a Cristo nos Pobres.

Um apelo à conversão a Cristo e nosso carisma
 
Com o Advento há uma abertura em nossas vidas e em nossos corações para que Jesus possa entrar. Assim, encontramos novamente o mistério da conversão, como Cristo delicadamente revela novas formas de viver as verdades do Evangelho. As palavras de incentivo de São Paulo são de um novo significado para nós: "Alegrai-vos sempre no Senhor, outra vez digo, regozijai-vos. Sua bondade deve ser conhecida em todo o mundo. O Senhor está perto "(Fl 4, 4-5). Esta proximidade nos dá uma ideia do que significa a conversão a Cristo e nos chama a uma decisão: quem ocupa o centro de meu coração?
O Evangelho do domingo descreve o primeiro fervor daqueles cujos corações foram tocados por João Batista. Lucas diz-nos que as multidões incluíam tanto as pessoas simples, como os cobradores de impostos e soldados, todos com a mesma pergunta: "O que vamos fazer? (3: 10). E a resposta de João foi simples e direta: compartilhai tudo que vocês têm com aqueles em necessidade. Não recebei mais impostos do que o montante necessário, não fazer violência a ninguém, não faça acusações falsas e se contentem-e com o seu salário (de acordo com Lucas 3, 11 - 15). O apelo à conversão que João não se limita a falar para a Jordânia é um breve sentimento de alívio, mas que eleva Jesus a um novo relacionamento dinâmico com Deus e com o próximo.
Os nossos Santos Fundadores tiveram seus "momentos de conversão": a experiência do Domingo de Pentecostes, no caso de Luíza, e os encontros e Vincente em Châtillon e Folleville. Os dois descobriram que seguir a Cristo não deve se ater à doutrina religiosa abstrata, mas é preciso ir a serviço dos outros, como se fossem o próprio Senhor Jesus. Luísa escreveu: "Minha oração é a contemplação sobre o raciocínio, com grande apelo para a Humanidade sagrada de Nosso Senhor e desejo de honrar e imitar o que pode ser feito na pessoa dos Pobres e de todos os meus vizinhos" (Santa Luísa, e DESC Corr., E. 98, p. 809).
O carisma vicentino nos inspira e nos guia hoje à conversão de nossos fundadores, a Cristo e seu desejo de dedicar as vida para a fé. Advento nos permite reavivar nossa vinculação com o carisma como "embaixadores de Cristo" (2 Cor 5, 20). Vincente lembrou seus primeiros discípulos: "Bem, para começar bem e ter um bom sucesso, lembrem-se sempre de agir no espírito de nosso Senhor, para unir suas ações, dando a elas um propósito" (São Vicente, GIS . V, p. 433).
 
Um tempo para um redentor
 
A partir do momento quando deixamos o Advento nos renovar no amor e misericórdia de Jesus, podemos dar a nós mesmos mais plenamente o carisma vicentino. Em uma carta anterior à Família Vicentina, sugeri este tema para melhorar a colaboração: "Trabalhando juntos para anunciar a boa notícia e dar vida aos Pobres" (Junho de 2012). Juntos, Vicente e Santa Luísa viram Cristo nos Pobres e os Pobres em Cristo. Devemos trabalhar juntos para disseminarmos o carisma da caridade em nosso contexto atual.
No entanto, tanto a espiritualidade vicentina como Advento recordam-nos que o que nós buscamos para nós mesmos e para aqueles a quem servimos não é apenas um alívio temporário, mas a ação redentora. Os textos das Escrituras do Advento enfatizam as pessoas simples, chamadas por Deus para desempenharem um papel único na história da salvação: João Batista, Maria, Isabel e José. Através de sua abertura à vontade de Deus, a Virgem Maria aceitou seu papel na obra redentora de Deus como a Mãe do Senhor, traçando um caminho seguro de fé e de fidelidade. Não é de admirar que Isabel disse: "Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre ... Feliz aquela que acreditou no cumprimento do que foi falado " (Lc 1, 42 -45). O testemunho de Maria e todas as histórias do Advento podem ajudar-nos a aprofundar a graça de Deus em nós, quando fazemos dessas histórias uma lição de salvação.
A Família Vicentina é composta por membros de uma fé forte, que compartilham a missão de evangelizar os Pobres. Todos são chamados a ser missionários, que vivem o Evangelho. No verão passado, eu visitei o Brasil para comemorar o aniversário de 150 anos da presença da Congregação da Missão e das Filhas da Caridade neste país. Enquanto apreciava esta representação magnífica de nossa história e missão nas Filipinas, eu estava cheio de gratidão pelos muitos sacrifícios feitos pelos primeiros missionários, os padres da Congregação da Missão e das Filhas da Caridade, provenientes da Espanha, que foram para aquele país. Eu também estava claro que este "território de missão" anterior tinha crescido para se tornar hoje uma comunidade de fé dinâmica, com suas próprias missões.
O Advento recorda-nos que a obra de Deus continua de novo a cada ano em cada um de nós, seja qual for nossa idade e nosso estado de vida. A nova evangelização começa com cada um de nós! Então, recebe este período de graça com o coração aberto e disponível, libertando-se das preocupações e ansiedades da vida, para entrar em comunhão mais profunda com Cristo e em um compromisso renovado com o carisma vicentino da caridade. No espírito de Jesus e dos nossos Santos Fundadores, eu afirmo novamente: "Trabalhemos juntos para anunciar a boa notícia e dar vida aos Pobres".
Oro para que o Senhor Jesus abençõe-o (a) abundantemente durante todo o tempo do Advento e Natal.
Seu irmão em São Vicente,
G. Gregory Gay, C. M.
Superior Geral


FONTE: DA REDAÇÃO DO SSVPBRASIL

Filha da Caridade escreveu sobre 'Ano da Fé' em 1968


Há exatos 44 anos, a então Superiora Geral das Filhas da Caridade (Ramo da Família Vicentina fundado por São Vicente de Paulo), Irmã Suzanne Guillemin, escreveu uma Circular sobre o 'Ano da Fé', celebrado também atualmente. O documento é datado de 1º de janeiro de 1968.
O Papa Paulo VI também declarou 1967 como 'Ano da Fé'.
Conheça alguns trechos desta meditação:
A fé é a base da vida espiritual e, com maior razão, da vida religiosa; é o princípio de nossas relações com Deus e o manancial da caridade a que tendemos.
Uma Fé simples
Podemos começar a meditação sobre a fé afirmando, simplesmente, que é preciso crer na fé depositada em nós pelo batismo. (…) Tenhamo-lo recebido precoce e inconscientemente no seio de uma família cristã ou nos tenha sido conferido depois das lutas de uma conversão pessoal em plena idade adulta, o dom da fé é o dom inicial que condiciona a devoção de comemorar o aniversário do seu Batismo; celebremos esse dia com ações de graças na meditação do benefício fundamental da vida teologal e num sério exame sobre o modo como o colocamos em ação. Se nossa fé é límpida e sem nuvens, agradeçamos ao Senhor que nos poupou das mais tormentosas lutas espirituais e sirvamo-nos dessa fé simples e luminosa para aclarar o caminho daqueles que, menos privilegiados que nós, conhecem a dúvida e a angústia.
 
Uma Fé esclarecida
 
Preocupemo-nos com o nosso estado em relação à fé! Não permaneçamos numa silenciosa inconsciência a esse respeito, pois todo progresso espiritual a que tendemos só pode ser fruto de um progresso na fé. Tenhamos o sincero e firme desejo de ser esclarecidas e aquecidas pela chama da fé; torne-se esse desejo uma vontade firme, que ele seja exercitado numa oração contínua e numa assídua e fervorosa vida sacramental, pois os sacramentos da Penitência e da Eucaristia, recebidos com boas disposições, aumentam em nós a fé, a esperança e a caridade, como o pedimos depois de cada uma das nossas comunhões. A oração e os sacramentos são as fontes perenes em que deve alimentar-se nossa vida teologal.
 
Uma Fé humilde

A graça da fé não está em segurança, senão nos corações humildes, intimamente convictos de sua fragilidade e, por isso mesmo, tudo esperando de Deus. Sua humildade exerce um atrativo irresistível sobre o Senhor, que se compraz em comunicar-se com eles e em atender a seus desejos. Seja a nossa fé humilde e simples, recebida com imensa gratidão, como inapreciável benefício de que não somos dignas e que devemos valorizar. Que o humilde conhecimento de nós mesmas nos mantenha numa oração contínua pelo aumento da fé e que ela nos leve fundamentar esta fé no ensino oficial da Igreja.
 
Uma Fé intrépida
 
Não pensemos que as bases da humildade e da obediência signifiquem uma atitude demissionária de responsabilidade e de compromisso pessoal. A vida segundo a fé é um combate contínuo e exige grande coragem; não sabemos até onde Deus nos conduzirá se formos fiéis e o ato de fé inicial foi, justamente, o de aceitar essa incerteza e de nos comprometermos em seguir o Cristo sem a possível previsão do futuro. “Como de nossa pregação recebestes o Senhor Jesus Cristo, vivei nele, enraizados e edificados nele, inabaláveis na fé em que fostes instruídos, com o coração a transbordar de gratidão!” (Col 2, 6-7).
 
Uma Fé ativa
 
O dom da fé, como qualquer outro, não nos foi dado somente em vista do nosso encontro individual com Deus. Por nós, ele foi dado também à Igreja para a salvação de todos e somos responsáveis pelos nossos irmãos, fazendo que a nossa fé se estenda até eles. (…) Lembremo-nos da promessa feita a Santa Catarina, nossa Irmã, promessa que nos compromete, de que “Deus se serviria das duas famílias para reanimar a fé”. Saibamos também que, desde a nossa origem, “o ensino das verdades da fé” foi considerado como dever inseparável de toda ação caridosa. Disso tiramos, para o momento presente, uma grande lição: toda Filha da Caridade deve ser, onde Deus a colocou, uma catequista da fé, não somente junto dos pobres, mas de todos aqueles com quem trabalha ou se encontra.


 FONTE: DA REDAÇÃO DO SSVPBRASIL, com dados das Filhas da Caridade

domingo, 4 de novembro de 2012

Livro: Amor Caridade Justiça

 


Frederico Ozanam

Neste ano de 2013, celebramos os 200 Anos de Nascimento de Frederico Ozanam. O tema escolhido pelo Conselho Geral Internacional da Sociedade de São Vicente de Paulo é “Amor, Caridade, Justiça!”.

 Os textos aqui neste livro, como aparece na apresentação feita pela Presidente do Conselho Nacional do Brasil, Ada Ferreira, “é uma leitura agradável para nossas reuniões semanais, uma oportunidade para cada consócia e confrade compreenderem a luta incansável de Frederico Ozanam e dos amigos dele que, motivados por um questionamento, decidiram como resposta a prática da Caridade.

Para praticar a Caridade, primeiro enxergaram a pessoa de Jesus Cristo junto aos Pobres; depois conseguiram perceber como um homem – Vicente de Paulo – transformou seu tempo e através de sua presença diferenciada em sua época tornou-se o Patrono da Caridade.

 Jesus Cristo e Vicente de Paulo passaram a ser a fonte espiritual para aqueles jovens que, orientados por uma mulher – Irmã Rosalie Rendu - despiram suas vestes e efetivamente encontraram com os Pobres e acreditaram que a partir do “encontro”, uma mudança, uma transformação, a promoção humana é possível”.

Título: Amor Caridade JustiçaColeção Vicentina - nº 41
Formato do livro: 12,5 x 18,5 cm
Páginas: 126
Preço: R$ 10,00 (mais despesas de despacho)

Pedido para: mizaelpoggioli@uol.com.br

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

São Vicente de Paulo: um místico a serviço dos pobres



“Lembre-se, padre, de que vivemos em Jesus Cristo pela morte em Jesus Cristo, e que temos de morrer em Jesus Cristo pela vida de Jesus Cristo e que nossa vida tem que estar oculta em Jesus Cristo e cheia de Jesus Cristo, e que para morrer como Jesus Cristo, tem que se viver como Jesus Cristo”. (P. Coste I, 295, 320).

Os místicos são pessoas que vivem mergulhadas em Deus. A Igreja da época de São Vicente era marcada pela vida monástica, pois o Concílio de Trento tinha enclausurado os religiosos. A meta era alcançar a perfeição na vida puramente contemplativa, separada do mundo. A reflexão teológica e a piedade ajudavam a cultivar uma vida santa. A leitura das Regras Comuns deixadas por São Vicente mostra claramente o rigor disciplinar e ascético a que estavam submetidos os religiosos.

São Vicente percebeu que a vida de clausura não levava à verdadeira santidade, que tal estilo de vida não tinha fundamentação evangélica, pois lendo o Evangelho descobriu que Jesus foi enviado para evangelizar os pobres (cf. Lc 4, 18); descobriu que Jesus não viveu uma vida enclausurada, distante das pessoas. A meditação evangélica e a triste situação da vida dos pobres de seu tempo levaram-no a concluir que Jesus é o missionário Pai, o evangelizador dos pobres.

Neste sentido, São Vicente percebeu que o ministério presbiteral na Igreja só tem sentido se o presbítero se colocar a serviço dos pobres, porque este foi o ofício do Filho de Deus. Aqui está a centralidade do carisma e da espiritualidade vicentina. Fora deste ofício divino não há missão verdadeiramente cristã e vicentina. Na Igreja, a Família Vicentina tem a missão profética de desempenhar este ofício divino. Certa vez, Karl Rahner, um dos maiores teólogos da Igreja do séc. XX afirmou que no séc. XXI não haveria separação entre ser cristão e ser místico.

Para entender o jesuíta Karl Rahner seria necessário discorrer a história dos grandes místicos nos diversos períodos da história do Cristianismo. Aqui não é lugar para isto, mas, a partir do testemunho de São Vicente podemos ousar algumas afirmações, pois graças ao Espírito do Senhor, no séc. XVII, fora da vida monástica ele conseguiu ser um místico no serviço dos pobres.

Anthony de Mello, SJ, um místico cristão de espiritualidade oriental falecido em junho de 1987, aos 56 anos de idade, em sua obra Apelo ao amor, falando da santidade afirma: “O segundo atributo da santidade é a ausência de esforço” (p. 50). Ser místico é ser santo a partir do amor, no amor e para o amor. Segundo A. de Mello, a santidade não é fruto do esforço humano, não pode ser desejada, não é fruto da consciência da pessoa nem pode existir juntamente com os apegos.

O místico é uma pessoa livre dos apegos. Ele só precisa do amor para viver. O apego às pessoas, às coisas e a si mesmo é causa de impedimento para que exista o místico. Este não se preocupa com nada, a não ser com o amor; amor que não é posse do outro, mas abertura permanente para o outro. Abertura não para a dependência do outro, mas para o amor para com o outro. O místico não depende de ninguém para ser feliz. Ele não é especial para ninguém nem pessoa alguma lhe é especial.

Para o místico, o outro é simplesmente pessoa. Esta não lhe representa superioridade nem inferioridade. Neste sentido, o medo deixa de existir em sua vida. As ameaças, os condicionamentos, constrangimentos, perseguições, incompreensões e até a morte não significam nada para o místico: nada disso tira a sua vida. Elogios, aplausos, críticas, premiações, honras e tantas outras coisas tidas como boas e que são oferecidas aos homens também não significam nada para o místico: ele não depende destas coisas para viver. A isto chamamos liberdade.

No interior da Paraíba aprendi com um místico a seguinte verdade: “Tu não dependes do louvor nem da crítica para viver, mas somente do amor. Ama e serás verdadeiramente livre. O que importa é Jesus e a força de Deus, o Espírito. Quando estiveres convicto disto nada mais te interessará, mas somente o amor, pois é o amor que permanece para sempre, o resto é apego e passa”. Viver segundo esta verdade é ser místico. O Evangelho mostra que Jesus foi assim: livre. Por isso que sua mensagem pode ser chamada Evangelho da liberdade.

Para viver num estado místico de vida é preciso cultivar a atenção ao essencial, deixando de lado tudo aquilo que tenta desviar e/ou desvirtuar. Há muitas coisas neste mundo que não levam à verdadeira felicidade, o místico se despoja de todas estas coisas. Neste sentido, o místico é uma pessoa livre das ilusões, da alienação e da agonia provocada pela pressa e pela busca desgastante de ser feliz. Quando percebeu que a verdadeira felicidade se encontra na fonte da vida, que é Deus, o místico não perde o seu tempo com coisas supérfluas e/ou futilidades.

Assim foi São Vicente, não fez outra coisa na vida senão amar o próximo, preferencialmente os pequenos e sofredores. Nestes encontrou a felicidade, encontrou Deus. As autoridades religiosas e civis, assim como as mulheres e homens ricos da época ficavam admirados ao vê-lo e escutá-lo; assim como as multidões ficavam admiradas diante de Jesus de Nazaré. Quem viu São Vicente esteve diante de homem entregue a Deus e aos irmãos. A isto chamamos santidade.

Infelizmente, o barulho e as coisas produzidas pelo homem têm levado à perturbação e ao consumismo. As pessoas perdem a paz de espírito consumindo, incansavelmente. A doutrina mercadológica é: consuma e seja feliz! Esta doutrina invadiu as Igrejas cristãs e estas manejam grandes somas de dinheiro. O mercado religioso oferece todas as bênçãos e milagres que as pessoas precisam para serem escravas e perturbadas da cabeça. É uma verdadeira maldição! No fundo, as pessoas nunca se libertam, e não se libertam porque foram buscar a libertação no lugar errado.

Felizmente, no silêncio da vida das Igrejas e do mundo há mulheres e homens místicos. Eles não aparecem porque o aparecer lhes é incompatível. São tão simples que, na maioria das vezes, morrem sem ser percebidos. Isto lhes é motivo de alegria, sinal de foram fiéis ao princípio evangélico da humildade, que exige discrição e simplicidade. Os místicos são pessoas de ações singelas e palavras profundas, quando discursam incomodam bastante, porque aproveitam para proclamar Jesus, Boa Nova do Pai para a vida e a liberdade do gênero humano.

São Vicente permite-nos dizer, finalmente, que a mística vicentina se dá numa vida que se encerra no amor aos pobres, numa vida que é pleno estado de caridade. Ele nos ensina que deixar-se conduzir pelo Espírito nos leva irresistivelmente ao encontro rosto do outro. E como dizia o filósofo francês E. Lévinas, o rosto do outro me fala, me interpela, me incomoda, clama por socorro, liberta-me. A isto chamamos alteridade. Não há prática do amor sem a alteridade. Que São Vicente interceda a Deus por nós!

Tiago de França

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Conheça os Eventos de Michael Thio que estarão abertos aos Vicentinos no Brasil

São Paulo, Rio de Janeiro e Brasilia serão as cidades contempladas pela visita do Confrade Michael Thio, presidente do Conselho Geral Internacional (CGI), nos próximos dias 1o a 9 de agosto. Na oportunidade, ele participará de visitas a autoridades civis e eclesiais brasileiras, além de se encontrar com os vicentinos. Os Conselhos Metropolitanos visitados elaboraram uma agenda de atividades, que contempla a participação dos confrades e consócias brasileiros. Veja:

São Paulo
Dia 2. Local: Assistência Vicentina Imaculada Conceição. Rua ' Pedro Furlan', 168 -Osasco. Atividades: Inauguração da Capela do Bem aventurado Antonio Frederico Ozanam; Missa e palestras, ministrada pelo confrade Michael Thio. Horário: 19h

Dia 5.Local: Catedral de Santo Antonio. Avenida Presidente Keneddy, 1861, Duque de Caxias. Atividades: evento 'Caridade no Ar'. Horário: 08h

Brasilia
Dia 7. Local: Teatro Nacional de Brasilia (Sala Martins Pena). Atividades: palestra do confrade Michael Thio, apresentação de um grupo de balé formado por filhos de assistidos e apresentação de uma Conferência de Criança e Adolescentes. Horário: 20h

quarta-feira, 25 de julho de 2012

CGI Divulga versão em Portugues da Oração a Antonio Frederico Ozanam

ORAÇÃO PELA CANONIZAÇÃO DO BEATO FREDERICO OZANAM

Na esperança da obtenção de um milagre
Senhor,
Fizeste do beato Frederico Ozanam uma testemunha do Evangelho, maravilhado pelo ministério da Igreja.
Inspiraste seu combate contra a miséria e a injustiça, e o dotaste de uma generosidade incansável, ao serviço de todos aqueles que sofrem.
Em familia, ele se revelou filho, irmão, esposo e pai excepcional.
No mundo, sua ardente paixão pela verdade iluminou seu pensamento, seu ensinamento e seus escritos.
À nossa Sociedade, que concebeu como uma rede Universal de caridade, ele soprou o espírito de amor, de audácia e da humildade, herdados de São Vicente de Paulo.
Em todos os aspectos de sua breve existência, emerge sua visão profética da Sociedade, tanto quanto a influência de suas virtudes.
Por esta multiplicidade de dons, nós te agradecemos Senhor, e solicitamos-se é de tua vontade- a graça de um milagre, pela intercessão do beato Frederico Ozanam.
Possa a igreja proclamar sua santidade, se esta for providencial para o momento atual.
Nós te pedimos por Nosso Senhor Jesus Cristo.
AMÉM.

Venda de listas da Epil beneficia dez entidades assistenciais




Notícia publicada na edição de 25/07/2012 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 006 do caderno A -




Gesner Dias Júnior informa que as listas serão recolhidas até o dia 10 - Por: EMÍDIO MARQUES

A Epil, empresa que faz a distribuição de listas telefônicas em Sorocaba e Votorantim há nove anos, estará até o dia 10 arrecadando listas telefônicas antigas. As listas serão vendidas e o valor arrecadado será repassado a entidades das duas cidades. Segundo Gesner Dias Júnior, assessor de comunicação da empresa, cerca de 100 mil listas são distribuidas - gratuitamente, nas duas cidades. Espera-se que pelo menos 50% delas sejam devolvidas. "Muitas vezes as pessoas não entregam as listas, mesmo assim temos um trabalho de conscientização", explicou Gesner.

Dez entidades serão beneficiadas, sendo oito em Sorocaba e duas em Votorantim. Em Sorocaba, haverá doação para a Vila dos Velinhos, Casa do Menor, Creche Maria Claro, Grupo de Pesquisa e Assistência ao Câncer Infantil (GPACI), Doce Lar do Menor, Centro de Integração da Mulher, Associação Pró Reintegração Social da Criança e Associação Cristã de Assistência Plena (ACAP). Em Votorantim: Creche São Vicente de Paulo e Recanto Renascer Comunidade Terapêutica. Segundo Gesner, cada entidade recebe 10% do valor total arrecadado. "Todo valor é repassado às entidades através de produtos. Não fazemos doações em dinheiro", ressaltou. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 0800-12-03-33.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Frederico Ozanam e Ir. Rosalie Rendu


Não se concebe descrever ou narrar a vida e obra de Antônio Frederico Ozanam sem evocar a Ir. Rosalie Rendu, já que sua colaboração foi imensa no serviço aos Pobres.

A providencial amizade e colaboração entre eles marca a história da Caridade no século XIX.

A Caridade

A Ir. Rosalie Rendu ficou conhecida como a “Mãe dos Pobres” do bairro Mouffetard em Paris.

Nascida em 09 de setembro de 1786 em Confort, na região de Gex, Joana Maria Rendu chegou em 25 de maio de 1802 na casa das Irmãs Filhas da Caridade em Paris e muda seu nome para Rosalie. Ao terminar o seu noviciado, por conta de sua saúde, foi destinada ao bairro Mouffetard, periferia de Paris, um bairro pobre e de má fama. Desde o primeiro dia a Ir. Rosalie Rendu teve a intuição do Pobre e a inteligência da Caridade.

Seu gênio “pelo bem” fez com que jamais improvisasse seu trabalho pelos Pobres. Procurava e encontrava solução para todos os problemas da miséria.

Era de uma personalidade que não se cansava e multiplicava as horas e jornadas de atividades.

Embora ainda jovem, em 1815 tornou-se superiora da Obra. O povo vai conhecendo prontamente seus cuidados na enfermidade, daquela que sabia estar presente em todos os seus problemas. Até os mais hostis a saudavam e reconheciam seu trabalho.

Encontro com a Conferência de Caridade

A Ir. Rosalie tornou-se a grande conselheira de todos os amigos dos Pobres. Quando em 1833, Frederico Ozanam e seus amigos tiveram a ideia de fundar a Conferência de São Vicente de Paulo, foram até a Ir. Rosalie Rendu para pedir ajuda e apoio.

Ela compartilhou o pão e a maneira de servi-lo!

Quando Emanuel Bailly, presidente da Conferência, teve um filho, pôs o nome de Vicente de Paulo, por sugestão de Ir. Rosalie, vindo a ser depois o Pe. Bailly e fundador do jornal “La Croix”.

A Ir. Rosalie Rendu abriu em seguida um pensionato para os jovens trabalhadores, uma creche para as crianças das mulheres que tinham ocupações fora de casa, um asilo para os idosos, um “ministério da caridade” e demais obras...

Era comum encontrar membros do clero que iam até ela em busca de um conselho, ao lado de vulneráveis que buscavam socorro. Muitas personalidades da época frequentaram suas obras: Carlos X, Rainha Amélia, General Cavegnac, Napoleão III, Imperatriz Eugenia....

O amor que vence o ódio

Ir. Rosalie Rendu não defendia as revoluções, pois elas custavam demasiadamente “caro” para o povo e para os Pobres. Quando não tinha como deter a insurreição liberal , ela permanecia nas ruas. O bairro Mouffetard estava orgulhoso dela que muitas vezes sua voz foi ouvida, inclusive naqueles momentos nos quais a multidão não escutava ninguém.

Em 1830 ela favoreceu a fuga de muitos adversários do governo. Devido a uma reincidência o chefe de polícia deu a ordem de prisão. Esta ordem provocou uma agitação em todo o subúrbio, chegando ao ponto da população se armar para que ela não fosse presa. As autoridades tiveram que revogar a ordem.

Em junho de 1848, a Ir. Rosalie Rendu fez cessar fogo em plena batalha. Ela queria evitar que mais viúvas e crianças órfãs aumentassem. Ela chegou a dizer aos combatentes: “Como posso querer viver quando meus filhos são assassinados?”.

Outro episódio de coragem desta irmã envolve um oficial que busca refúgio em sua casa. Os amotinados o perseguiram e apontaram o fuzil.

“Não irão matá-lo”, gritou a Ir. Rosalie. Quando estavam prestes a atirar nele ela novamente esbravejou: “Faz 50 anos que consagrei minha vida por vocês; por tudo aquilo que foi feito por vossas mulheres e vossos filhos, eu vos peço a vida deste homem”.

Perante estas palavras aqueles motinados estremeceram de emoção e de admiração pela coragem daquela Irmã. O oficial estava salvo.

Mãe do povo. Mãe dos Pobres.

Ela faleceu em 07 de fevereiro de 1856. Quando a notícia se propagou por Paris, a comoção foi geral. Todo o subúrbio de Paris foi homenagear aquela que havia sido uma mãe para eles.

No dia do funeral o bairro inteiro seguiu o féretro. Os comércios fecharam... e a grande maioria não conseguiu entrar na Igreja de São Medardo. Porém depois todos seguiram o cortejo até o cemitério de Montparnasse.

Uma cruz de pedra branca indica onde ela foi sepultada. Depois de mais de cem anos segue crescente a atenção daqueles que não esquecem que os destinos de Frederico Ozanam e Ir. Rosalie Rendu se estreitaram no amor aos Pobres, criando fortíssimos vínculos entre a Sociedade de São Vicente de Paulo e a Companhia das Irmãs Filhas da Caridade.

Beatificação e processo de canonização.

Antônio Frederico Ozanam foi beatificado em 22 de agosto de 1997. A Ir. Rosalie Rendu foi beatificada em 09 de Novembro de 2003.

As Filhas da Caridade e a SSVP estão considerando a possibilidade de unir os processos de canonização da Bem aventurada Rosalie Rendu e do Bem aventurado Frederico Ozanam. Aconteceu uma primeira reunião no último dia 08 de março de 2012 em Paris com este propósito.

Continuemos rezando e pedindo pela canonização destes dois modelos de vida de caridade e amor pelos Pobres.

Fonte: Autor desconhecido. Produção original no ano de 1983 no boletim JUSTICIA E CARIDAD. Traduzido do Espanhol para o portugues por Joelson C. Sotem, CM com observações e acréscimos.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Michael Thio visitara o Brasil em Agosto

Temos a alegria de informar que o Presidente Geral da Sociedade de São Vicente de Paulo, confrade Michael Thio, estará visitando o Brasil entre 1º e 9 de agosto de 2012. Ele estará realizando uma visita oficial a quatro países sul- americanos (Colômbia, Equador, Brasil e Chile) e participará, em Medellín (Colômbia), do 5º Encontro Ibero-americano da SSVP. No Brasil, as cidades visitadas serão São Paulo (1º a 3 de agosto), Rio de Janeiro (4 a 6 de agosto) e Brasília (7 a 9 de agosto). Em cada cidade, Thio terá uma agenda vicentina (irá a Conferências, sede de Conselhos, Obras Unidas, fará palestras, etc) e uma agenda institucional (audiências com governantes, representantes do Clero e do Vaticano). O Presidente Geral está acompanhado da esposa, Rosalind Thio, e do Diretor- executivo do Conselho Geral, Juan Tirado. Caro confrade e cara consócia, participe! Compareça aos eventos em que nosso Presidente Geral estará fazendo palestras, pois ele deseja conversar e trocar ideias com os Vicentinos do Brasil. Fonte: Edição nº 528 do Portal de Notícias Vicentinas REDE DE CARIDADE

domingo, 6 de maio de 2012

Confirmada data da Romaria Nacional de 2013


O confrade Ricardo Fonseca, diretor nacional de comunicação confirmou a data da Romaria Nacional dos Vicentinos do próximo ano- será nos dias 27 e 28 de abril. A data foi anunciada durante a reunião ordinária do Conselho Nacional do Brasil. De acordo com Ricardo Fonseca o local dos eventos deve passar por uma mudança. "A Romaria de 2013 será realizada no Centro de Eventos Padre Vítor Coelho, um ginásio coberto com arquibancadas e capacidade para mais de oito mil pessoas". Com a mudança, o CNB pretende oferecer mais conforto aos romeiros e principalmente evitar contratempos com mudanças no tempo, a exemplo da chuva que caiu durante a Festa de Ozanam realizada no dia 22 de abril na Praça das Palmeiras. O centro de eventos foi inaugurado no início deste ano,mas não foi possível a realização da Romaria Nacional no espaço devido a realização da Assembleia Geral da CNBB. Para que a mudança aconteça foi necessário alterar o final de semana dedicado a festa da SSVP. "Por isso fica o convite para começarmos a mobilizar todos os vicentinos para estarem presentes nos eventos programados para o novo local", comenta o confrade Ricardo.

Fonte: SSVP BRASIL

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Salto de Pirapora ganha Comunidade em honra a Sao Vicente de Paulo

A Paróquia São João Batista de Salto de Pirapora ganhou no ultimo dia 25 de Março a sua 13a Comunidade. A Comunidade terá como padroeiro São Vicente de Paulo e se reunirá inicialmente em um Salão alugado no Jardim Teixeira. A Instalação da Nova Comunidade teve inicio as 17:30h na igreja Matriz com a reza do terço e em seguida os Paroquianos em procissão levaram a imagem de São Vicente de Paulo, comprada pelos vicentinos no ano 2000, para a Escola Municipal do Bairro, onde o Pároco Padre Edson Daros presidiu a missa campal. A Santa Missa também celebrou os 20 anos de existência da Sociedade de São Vicente de Paulo no município. A nova comunidade se reunirá aos domingos as 08h.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Denílson Cardoso de Sá é eleito presidente do CM Jundiaí





O Conselho Metropolitano de Jundiaí realizou eleições para presidente e conselheiros fiscais no dia 14 de abril de 2012, às 14 horas, na sede do Conselho em Jundiaí. A eleição ocorreu durante assembleia geral do CM Jundiaí e elegeu para presidente o confrade Denílson Cardoso de Sá, membro da Conferência São Pedro, vinculada ao Conselho Central de Jundiaí.

Denílson tem 38 anos, é casado e tem 02 filhos. Ingressou na Sociedade de São Vicente de Paulo em 1999 e tem como proposta de trabalho buscar a união entre as unidades vicentinas por meio do diálogo e da partilha, incentivar a formação vicentina com um olhar especial para os jovens e as crianças e ajudar na implantação do Departamento Missionário em nossa região.

Para o Conselho Fiscal foram eleitos: Niraldo José Monteiro Mazzola (CC Jundiaí), Erotides José Soares Neto (CC Itapetininga) e Rubens Ribeiro (CC Sorocaba) como membros titulares Antonio Teruel, AntonioZago Neto e Mauricio de Almeida, como membros suplentes.

A posse está marcada para o dia 09 de junho de 2012, às 14 horas, no Centro de Formação “Antonio Frederico Ozanam”, em Jundiaí, com a presença da presidenta do Conselho Nacional do Brasil, consocia Ada Ferreira; do Bispo Diocesano de Jundiaí, Dom Vicente Costa e membros do Conselho Metropolitano de João Pessoa.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

VI Encontro Latino Americano da Família Vicentina


Com o tema “Centrados em Cristo, vivamos o Carisma”, acontece em Aparecida-SP, do dia 17 a 22 de abril de 2012, o VI Encontro Latino-Americano da Família Vicentina.
O encontro será realizado nas dependências do Centro Redentorista de Espiritualidade, na rua Padre Claro Monteiro, 152. A coordenação da Família Vicentina Internacional (Famvin) informa que o Encontro já tem mais de 150 vicentinos inscritos, de vários ramos e que atuam em 16 países da América Latina.
Também estão confirmadas as presenças do padre Gregory (Superior Geral da Congregação da Missão e 23º sucessor de São Vicente de Paulo) e do confrade Julien Spiewak (delegado internacional da Juventude Vicentina). Representantes da França e Roma também confirmaram presença.
O encerramento do VI Encontro Latino-Americano da Família Vicentina, no dia 22 de abril, vai coincidir com a Romaria da Sociedade de São Vicente de Paulo e estão previstas algumas atividades em conjunto.
Confira a programação do VI Encontro Latino-Americano da Família Vicentina:
Programação
17 de abril - Acolhida e Missa de Abertura
18 de abril - Realidade da América Latina - Cooperação em Luisa de Marillac, Rosalie Rendu e Frederico Ozanam
19 de abril - A cooperação em Vicente de Paulo - palavra do padre Gregory Gay, Superior Geral da Congregação da Missão
20 de abril - Mudança de Estruturas - Maria, na espiritualidade vicentina
21 de abril - Participação da Família Vicentina na Via Sacra e Festvida
22 de abril - Missa de encerramento junto com a Romaria da SSVP


Fonte:http://abratearestauracao.blogspot.com.br

JMV deixa nome 'Marial' para ser 'Mariana'

Há dentro da Família Vicentina um ramo que trabalha exclusivamente com jovens leigos. Esta organização é conhecida pelo por Juventude Marial Vicentina (JMV), no entanto, este nome será mudado em breve. No próximo mês de junho, em Belém (PA), a diretoria da JMV anunciará oficialmente a alteração para 'Juventude Mariana Vicentina'.De acordo com site oficial da JMV, esta mudança torna-se necessária para uma aproximação com Associações de outros países que falam a língua portuguesa, porque a expressão 'Marial' é um neologismo - ou seja, uma palavra inventada, que não existe nos dicionários. 'Marial' foi uma tradução criada para a palavra francesa 'Mariale'.Com esta alteração, a entidade visa realçar que tem uma espiritualidade 'Mariana' (de Maria, mãe de Jesus) e carisma vicentino.Ficou interessado sobre este ramo da Família Vicenta? A edição maio/junho do Boletim Brasileiro trará uma matéria especial sobre a Juventude Mariana Vicentina. FONTE: DA REDAÇÃO DO SSVPBRASIL, com dados do Boletim Brasileiro - edição maio/junho

Um sonho se torna realidade. A OZANAM.TV está no ar!



O que pudermos fazer neste mundo para concretizar o sonho de Frederico Ozanam, que era o de formar uma GRANDE REDE DE CARIDADE, devemos empreender todas nossas forças e capacidades para que isto se torne de fato realidade!

Atento à isto, o Conselho Metropolitano de Jundiaí colocou no ar, depois de incansável trabalho e esforços a WEB TV: OZANAM.TV.

Isto mesmo....basta digitar somente OZANAM.TV para acessar o mais novo meio de comunicação que divulgará a espiritualidade vicentina.

A primeira transmissão desta web tv foi feita no último sábado, dia 07 de abril, quando diretamente das dependências da sede do metropolitano foi feito o sorteio da apresentação dos grupos para o FESTVIDA.

E na próxima semana a OZANAM.TV terá uma outra grande atração: A transmissão ao vivo do VI Encontro Latino Americano da Família Vicentina, diretamente de Aparecida-SP que acontecerá entre os dias 17 e 22 de abril.

A programação deste evento consiste:

•- Dia 18 de Abril, as 08 e 30h da manhã, a transmissão da palestra sobre a realidade da América Latina com o Padre Daniel Vásquez. A tarde deste mesmo dia, por volta das 14 e 30h é a vez do Padre Mizaél Poggioli falar sobre o tema: Mudança de Estruturas.
•- No dia 19 de Abril, as 08 e 30h da manhã será transmitida ao vivo a palestra do Padre Eli Chaves sobre o tema: A união e cooperação em São Vicente de Paulo.
•- No dia 20 de Abril, as 08 e 30h da manhã o Pe. Mizaél falará sobre o tema: Maria e a Família Vicentina. Um pouco mais tarde, as 10 e 30h será transmitida conversa e bate papo do Padre Gregory ( Superior Geral da Congregação da Missão dos Padres Vicentinos) com os participantes do VI Encontro Latino Americano da Família Vicentina. Especula-se a participação on-line de pessoas que também queiram interagir no debate e conversa.
Portanto, confrade e consócia, valorize, assista, clique, divulgue mais este meio de formação para nosso compromisso vicentino: a OZANAM.TV.

Diz-se que Frederico Ozanam soube usar com eficácia os meios que ele dispunha para defender os Pobres e propagar a SSVP e seus princípios cristãos. Ele usou como ninguém a caneta e o papel para seu intento. Hoje dispomos de tantos outros recursos e meios que devem ser utilizados para o mesmo fim: Defendermos os Pobres, combatermos a Pobreza e propagarmos a Espiritualidade Vicentina contida na vida de Vicente de Paulo, Luísa de Marillac, Antônio Frederico Ozanam e tantos outros....

Não esqueça de digitar OZANAM.TV em seu browser e navegue por esta TV vicentina.

Com o passar dos dias o propósito é ter um programa diário ao vivo e também poder oferecer à você um vasto arquivo de vídeo com entrevistas e palestras sobre nosso estilo vicentino de ser!

Curta OZANAM.TV

Assista OZANAM.TV

Divulgue OZANAM.TV

Continuemos alimentando o sonho de Frederico Ozanam, em formar uma grande REDE DE CARIDADE!

domingo, 8 de abril de 2012

Mensagem do Papa para o Dia Mundial das Comunicações

No próximo dia 20 de maio de 2012, solenidade da Ascensão do Senhor, será celebrado o 46º Dia Mundial das Comunicações Sociais. O tema proposto para este ano pelo papa Bento XVI em sua mensagem para esta data é “Silêncio e Palavra: caminho de evangelização”.
Para ajudar no aprofundamento da temática, a Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação da CNBB enviou para todas as Arquidioceses e Dioceses do Brasil um livreto contendo a mensagem do papa; uma reflexão do presidente da Comissão, dom Dimas Lara Barbosa; e sugestões de como celebrar a data.
“Desejamos que esta data seja comemorada com todo o Povo de Deus, para que a Igreja no Brasil se comprometa cada vez mais a comunicar Cristo a todos com a cultura da comunicação gerada pelas novas tecnologias”, afirmou a assessora da Comissão para a Comunicação, Ir. Élide Fogolari.
A Comissão também agradece às editoras Paulus e Paulinas, que se revezam na impressão gratuita dos 15 mil exemplares a cada ano, bem como à Maria Luz Fernandes, da Arquidiocese de Vitória, que elaborou as sugestões de celebração que estão no livreto.


42a Romaria Nacional dos Vicentinos a Aparecida -SP EU VOU!


CRECHE SVP DE LIMEIRA 40 ANOS


sexta-feira, 23 de março de 2012

SSVP passa a integrar Conselho Econômico e Social da ONU



A Sociedade de São Vicente de Paulo (SSVP) tem agora uma cadeira na Organização das Nações Unidas (ONU). A SSVP vai integrar o Conselho Econômico e Social, na categoria de Consultora Especial, sem direito a voto. Esta inserção permite o acesso a órgãos da ONU, além da participação em Conferências.

O Conselho Econômico Social trabalha com diversificadas questões. Dentre elas: discriminação a mulheres, justiça social, direitos humanos, combate à AIDS e desenvolvimento sustentável. Ele é formado por 3.536 organizações não-governamentais (ONG's).

Ao integrar o Conselho, a SSVP poderá apresentar opiniões e apoiar projetos em relação a temas relevantes, que promovam a digniade humana.

Da Família Vicentina, já participam deste segmento da ONU: a Congregação da Missão, Filhas da Caridade, Associação Internacional de Caridades e a Confederação das Irmãs de Caridade.

Em Circular, o presidente do Conselho Geral Internacional - confrade Michael Thio - pede: "Que estejamos unidos em oração e solidariedade, para darmos testemunhos de nossa vocação de servir a Cristo na pessoa do Pobre", em alusão ao fato de que, agora, o carisma vicentino terá espaço nas discussões da Organização das Nações Unidas.

FONTE: DA REDAÇÃO DO SSVPBRASIL

terça-feira, 20 de março de 2012

Obras Completas de São Vicente de Paulo



Está previsto para este mês de (ABRIL) o lançamento do primeiro volume das Obras Completas de São Vicente de Paulo, (Formato 14X22, 840p. Acabamento em Capa Dura) agora traduzidas em língua portuguesa. Trata-se de um verdadeiro marco histórico para a Família Vicentina no Brasil. Serão ao todo 14 volumes, contendo cartas, conferências e documentos, textos de indescritível profundidade e incontestável relevância, indispensáveis a todos quantos desejam encontrar em São Vicente um referencial seguro na vivência dos valores cristãos, um impulso para a missão e um fascinante estímulo na caridade.

Mais do que qualquer biografia, a leitura dos textos de São Vicente pode revelar-nos o âmago de seu coração e de seu espírito: a humildade, a profundidade e a vastidão de sua caridade; o humanismo e a sensibilidade do seu coração, extremamente terno e amoroso para com os pobres e os seus filhos e filhas espirituais; o incansável batalhador pela causa dos indigentes e sofredores; a irradiação de suas virtudes e obras na França sofrida do seu tempo; a criatividade fecunda de suas iniciativas; a riqueza dos dons com que a Providência o cumulou. Enfim, o milagre de sua vida.

Todos os membros da Família Vicentina são convidados a se aproximarem dessa fonte abundante e cristalina da nossa espiritualidade e missão.

Aqueles que desejarem (RESERVAR) seus exemplares do primeiro volume poderão entrar em contato com a Editora O Lutador.

RESERVAS
Televendas: 0800-031-7171
E-mail: editora@olutador.org.br

Preço: R$ 53,00

domingo, 18 de março de 2012

Anuário Pontifício 2012 apresenta aumento de 15 milhões de fiéis católicos




O Secretário de Estado da Santa Sé, Cardeal Tarcisio Bertone, e o substituto na Secretaria de Estado para os Assuntos Gerais, Dom Angelo Becciu, apresentaram ao Papa Bento XVI o Anuário Pontifício 2012, em cerimônia na manhã do último dia 10/03. O documento, produzido pelo Departamento Central de Estatísticas da Igreja, traz os dados estatísticos referentes a 2010 e fornecem uma análise sintética das principais dinâmicas da Igreja católica nas 2.966 circunscrições eclesiásticas do planeta.
O anuário aponta que em 2010 os católicos somavam 1,196 bilhão, enquanto em 2009 o número era de 1,181 bilhão: um aumento absoluto de 15 milhões de fiéis. Os dados mostram que ao longo dos últimos dois anos a presença dos católicos batizados em todo o mundo permanece estável, em cerca de 17,5% da população global.
A pesquisa mostra também uma pequena redução na América do Sul (de 28,54% para 28,34%) e na Europa (de 24,05% para 23,83%) e crescimento África (de 15,15% para 15,55%) e no Sudeste da Ásia (de 10,41% para 10,87%).
De 2009 a 2010, o número de bispos no mundo aumentou de 5.065 para 5.104, com aumento relativo de 0,77%. A tendência de crescimento no número de sacerdotes, que começou em 2000, continuou em 2010, ano em que foram contados 412.236 padres, dos quais 277.009 diocesanos e 135.227 do clero regular. O clero aumentou entre 2009 e 2010 em 1.643 padres, a maior parte destes na Ásia.
O número de diáconos permanentes cresceu 3,7%. Já o número de religiosos professos que não sacerdotes, que apresentava há algum tempo uma tendência de declínio, se estabilizou em 2010. Eram 54.229 em 2009 e passaram a 54.665 em 2010. Já as religiosas professas diminuíram de 729.371 em 2009 para 721.935 em 2010. A queda se concentrou em três continentes (Europa, América e Oceania). O número de estudantes de filosofia e teologia nos seminários diocesanos e religiosos tem aumentado continuamente nos últimos cinco anos, em torno de 4%.
FONTE: CNBB

sexta-feira, 2 de março de 2012

VI Encontro Latino-Americano da Família Vicentina


O VI Encontro Latino-Americano da Família Vicentina acontecerá entre os dias 17 e 22 de abril de 2012 em Aparecida - SP.
O programa do encontro:
17 de abril Acolhida e Missa de abertura
18 de abril – Realidade da América Latina – Cooperação em Luísa de Marillac, Rosalie Rendu e Frederico Ozanam
19 de abril – A Cooperação em Vicente de Paulo; Palavra do Pe Gregory Gay
20 de abril – Mudança de Estruturas - Maria na Espiritualidade Vicentina
21 de abril – Participação da Família Vicentina na Via-Sacra e FestVida
22 de abril – Missa de encerramento junto com a Romaria da SSVP

"Vamos aos pobres!" é o tema deste ano da Conferência Vicentina

Inspirados pelo exemplo de vida de sensibilidade profunda aos pobres e mais necessitados de São Vicente de Paulo, os vicentinos doam-se nas diversas atividades que resgatam o ser humano na sua dignidade, a caridade é o principal caminho!
Este ano a Conferência Vicentina busca o fundamento de seu trabalho extraindo das atitudes de Jesus o exemplo mai essencial: ir ao encontro dos pobres, daí sai o seu tema de 2012: “Vamos aos pobres!”.
Colocamos diante do altar do Senhor esse tema e os propósitos de frutificar esse trabalho na missa realizada na comunidade São Vicente de Paulo neste ultimo domingo dia 26 junto na qual estava presente todas as conferências da diocese.
Nossa paróquia possui um núcleo das atividades vicentinas, e junto a todos os outros núcleos, motivados por esse tema, propõe-se a intensificar as obras de caridade em nossa Paróquia Santo Antônio!
Rezemos pela conferência vicentina e rezemos também para mais pessoas sintam-se chamadas a unirem esforços nessa obra tão cheia da presença de Deus!

Assista a Matéria:



Fonte: Site da Paróquia Santo Antonio de Pádua de Jundiaí

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Retiro anual no Brasil

Os Religiosos de Sao Vicente de Paulo das fraternidades do Estado de São Paulo fizeram o seu retiro anual do dia 30 de janeiro ao dia 3 de fevereiro em Ibiúna (SP). O pregador foi Dom Celso Queiroz, bispo emérito de Catanduva (SP).

O clima de oração, a abundância da Palavra de Deus, os ensinamentos e o testemunho do pregador foram muito apreciados pelos religiosos que puderam renovar o seu compromisso com Cristo. Dom Celso destacou a presença do Espírito Santo… Que este mesmo Espírito continue a guia-los durante este novo ano, tanto em sua vida religiosa como em seu apostolado.

Encontro Internacional da FV. Roma 2012

Este ano como já se torna tradição na FV, os Responsáveis pelos diferentes ramos se reuniram em Roma para estreitar laços e sobretudo para formarem-se. Neste ano a formação esteve centrada na figura do beato Federico Ozanam e na Doutrina Social da Igreja. Os delegados dos 13 Ramos estiveram presentes de 13 a 15 de janeiro, na Casa ” Maria Inmacolata” para viver momentos intensos de convivência e de formação. Nossa Associação esteve representada pelos Conselheiros: Ghislain Atemezing (Camarões) e Anh Thu (Vietnã).
As atividades do dia 13 começaram pela tarde, com uma dinâmica especial, na capela, onde cada ramo escreveu em um papel seu desejo para a FV em geral, e especialmente suas expectativas para os quatros dias do Encontro; seguida por uma apresentação dos ramos das delegações presentes. O Superior Geral convidou, especialmente para este ano, as Irmãs de SV de Zagreb e de SV de Paul e os Irmãos da Caridade e de DePaul International.
O segundo dia foi mais intenso, com uma magnífica conferência do Dr. Austin Fagan (SSVP – Irlanda), depois da oração da manhã. Este, de forma pedagógica, nos apresentou a espiritualidade e o carisma de Federico Ozanam, em seu contexto histórico. Veio-nos a mente a pergunta daqueles estudantes “O que está fazendo minha Igreja hoje?” Esta interrogação foi determinante na luta do Beato, que foi simplesmente “demonstrar suas crenças pelos argumentos da Caridade”, seguindo o espírito de São Vicente. Ozanam soube romper esquemas no entorno de intelectuais de sua época, para encontrar novos caminhos para servir a Cristo no pobre. Depois de um momento de compartilhar em pequenos grupos, tivemos as apresentações dos novos integrantes da FV. No período da tarde, o Pe. Mizael Donizeti, CM (Brasil) apresentou uma palestra cujo tema “A Doutrina Social da Igreja a partir do pensamento de Federico Ozanam“, na qual nos mostrou um Federico como um dos apóstolos com um espírito inovador, que soube ir ao povo para conhecer suas necessidades. O compromisso desse teve como base sua vida de fé, que estava baseada da caridade. O dialogo que se seguiu serviu para esclarecer que a caridade está além da justiça. Concluímos a jornada com a apresentação dos projetos da CM ante a FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação); da AIC, com seu projeto de ensino no México; das FCs, com seu projeto de Mudança de Estruturas em Equador e do MISEVI com a apresentação de sua plataforma de formação on-line de missionários.
As atividades do domingo iniciaram depois da oração com a apresentação do projeto Zafèn e dos trabalhos da Comissão de Mudança de Estruturas, ministrado pelo Pe. Maloney, CM, onde nos foi informado que estão previstas três formações sobre a Mudança de Estruturas em Europa, uma delas se realizará em Itália, em outubro de 2012. Logo, o Pe. Joe Agostino, CM (novo responsável pelo projeto Zafèn de Haiti), nos apresentou o trabalho da Comissão de Formação de Líderes, que está desenvolvendo quatro módulos de formação (a herança vicentina, o líder como servente, o líder como profeta e o líder como um mentor). Espera-se um documento piloto em inglês para 2013. A jornada prosseguiu com as apresentações das Irmãs da Federação de Estrasbourgo na Índia, JMV e a SSVP.
Durante a missa de encerramento, o Pe. Gregory Gay, CM nos exortou, que a exemplo de Samuel, dediquemos tempo a escutar a voz de Jesus na oração, em sua Palavra, na Eucaristia, e nos acontecimentos diários de nossas vidas. Também, que a exemplo de Eli e João, busquemos sempre a Cristo nos pobres, para que nossas vidas sejam um vivo testemunho das palavras do salmo “Aqui estou, Senhor, para fazer tua vontade”.

Fonte- Juventude Marial Vicentina

Ghislain Atemezing / Anh Thu

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Carta à Família Vicentina sobre a Quaresma 2012




“Fizeste-nos para ti e inquieto está nosso coração, enquanto não repousa em ti”
Santo Agostinho de Hipona

A todos os membros da Família Vicentina

Queridos Irmãos e Irmãs,

Que a graça e a paz de Nosso Senhor Jesus Cristo preencha vossos corações agora e sempre!

Vivemos num mundo cheio de turbulências. Nos deparamos com as exigências da vida num ritmo frenético e trepidante. Devido as realidades de guerra, pobreza, terrorismo, instabilidades políticas, catástrofes econômicas e ecológicas, somos um povo exausto para a vida. Nossos sentimentos assemelham-se aos do salmista: “Até quando, Senhor, por quanto tempo ainda desviareis de mim a vossa face?” (Sl 13,1).

Em meio a estes desafios, a Igreja nos oferece um precioso presente: o tempo da Quaresma. É um espaço sagrado, um tempo que nos convida a parar, a nos afastar da rotina quotidiana para buscar em profundidade, na história de nossa salvação em Jesus: sua vida, sua paixão e ressurreição. Em outras palavras, a Quaresma é um período sabático para a alma.

Como pessoas cativadas por Cristo e engajadas no carisma de São Vicente de Paulo, a Quaresma pode nos ajudar a viver melhor nossa fé católica à maneira vicentina. Como Vicente, nossa identidade enraíza-se no Cristo. Uma das leituras do primeiro domingo da Quaresma nos diz que Jesus “morreu, uma vez por todas, pelos nossos pecados, o Justo, pelos injustos, a fim de nos conduzir a Deus” (1Pd 3, 18). Estes quarenta dias de Quaresma não são apenas um tempo de oração, de penitência e de esmola, mas também, um tempo para a reflexão, a relação e a ação.

Um tempo para a reflexão

Os Evangelhos dos domingos da Quaresma dão-nos uma ampla matéria para reflexão, porque nos revelam a pessoa e a autoridade de Jesus. Jesus é visto como um místico voltando do deserto, o Messias transfigurado diante dos apóstolos, um profeta impulsionado a denunciar a injustiça no interior do templo, um mestre cheio de sabedoria disposto a dialogar com um Fariseu, e um servo sofredor pronto a glorificar a Deus, abraçando sua Paixão. Nestes Evangelhos, e nas leituras para a Eucaristia de cada dia, durante esta Quaresma, encontram-se os relatos do amor e da misericórdia de Deus por Israel, as palavras e os atos de Jesus que proclamam o Reino de Deus.

Rezando com as leituras da Quaresma e participando da Eucaristia, abrimo-nos à grande misericórdia de Deus, manifestada na vida, morte e ressurreição de Jesus. Isto foi a razão do zelo de Vicente de Paulo em meditar a vida e os ensinamentos de Jesus e seu entusiasmo para integrá-los em sua própria vida, fazendo dele um “místico da Caridade”. Vicente estava impregnado do desejo de servir os pobres, impulsionando e responsabilizando outras pessoas para fazerem o mesmo. Mas, o que alimentava sua alma inquieta, não eram as ideias nem os sucessos, mas um espírito e um coração que se entregavam à reflexão e a contemplação:

“Não podemos melhor assegurar nossa felicidade eterna, do que vivendo e morrendo no serviço dos pobres, entre os braços da Providência e numa renúncia total de nós mesmos, para seguir Jesus Cristo” (São Vicente, Coste III, pág. 392, Carta 1078 à Jean Barreau, em 4 de dezembro de 1648).

A conversão pessoal de Vicente adaptando-se aos ensinamentos de Jesus e fundar comunidades e organizações para servir os pobres foi o fruto de uma vida consagrada à oração e à reflexão. Dedicando tempo à reflexão, somos como os anciãos gregos que perguntaram ao apóstolo Filipe: “Senhor, queremos ver Jesus” (Jo 12,21); e a vida de Vicente nos ensina que Deus jamais recusa um convite para se comunicar conosco. A Quaresma é o tempo que nos é dado para agir assim.

Um tempo para a relação

O fruto do tempo dedicado a refletir e a rezar é uma relação mais profunda com Deus, consigo, com o próximo e com os pobres. Num mundo agitado, marcado pela discórdia e a desunião, a Quaresma nos ajuda a aprofundar nosso ser de discípulos com o Cristo e a melhor viver o nosso carisma vicentino. Podemos aprender muito com Vicente, cuja genialidade para colocar as pessoas em relação, em vista do bem comum, perdura até hoje. Os Evangelhos da Quaresma apresentam Jesus como Aquele que realiza sempre com fervor, a vontade do Pai. Através de sua oração e sua paixão, Jesus estava sempre unido à Deus.

Há alguns anos, uma publicidade popular dos Estados Unidos utilizou como slogan “Estamos todos conectados”. Para a atual era digital, este refrão é ainda mais relevante. Nossa fé e nosso carisma nos impelem a nos dedicarmos à prática dos mandamentos de Jesus: amar a Deus e a servir nosso próximo com maior profundidade. A Quaresma nos chama a discernir mais claramente a presença do Cristo sofredor em nosso mundo para que possamos compreender a miséria dos pobres e ser para eles o Cristo.

Como Superior geral, tenho o privilégio de visitar a Família Vicentina no mundo inteiro e de testemunhar a maneira como nosso carisma une os pobres ao Cristo. Permitam-me partilhar dois destes encontros. Ambos são serviços coordenados pelas Filhas da Caridade servindo à crianças vulneráveis e em situação de risco que vivem na pobreza.

Por ocasião de uma visita ao Haiti para ver o progresso do nosso Projeto Zafen, visitei uma escola que as Filhas da Caridade abriram para responder à miséria das crianças Restavek. É verdadeiramente uma situação trágica: entre 175.000 a 300.000 dessas crianças vêm de famílias que não podem sustentá-las, e as enviam para trabalhar como domésticas para membros de sua família, de conhecidos ou outras famílias haitianas. Apelidadas de "Restaveks" (do Crioulo -“ficar com”), sua vida não é nada fácil, elas não são consideradas como “parte da família” que servem. Frequentemente maltratadas e vítimas de abusos, as Restaveks não podem ser escolarizadas e falta-lhes alimentação, roupas e assistência. Na escola das Restaveks mantida pelas Filhas da Caridade, elas aprendem a ler e a escrever, são alimentadas e tratadas com uma atenção, um respeito e uma dignidade que jamais conheceram. Para obter mais informações sobre as crianças Restaveks, acesse o site: http://www.restavekfreedom.org

Em Gana, como em muitos países em desenvolvimento, a exploração de crianças está sempre presente. Em Kumasi, a segunda maior cidade do país, numerosas crianças sem abrigo vivem na rua e sobrevivem da mendicância e do trabalho durante o dia. Muitas vezes espancadas e maltratadas, tornam-se com frequência vítimas do tráfico humano. As Filhas da Caridade, com o Arcebispo de Kumasi, fundaram o “Projeto crianças de rua”, um centro de acolhimento que proporciona durante o dia, uma trégua diante dos perigos da rua. Oferece-lhes um lugar para repousar (embora seja apenas um espaço no chão), com a possibilidade de tomar banho, lavar a roupa, seguir um curso de alfabetização, beneficiar-se dos serviços de acompanhamento e oferecer outras possibilidades a estas crianças. É um lugar tranquilo na rudeza de uma vida de exploração. Para maiores informações sobre esta obra, acesse ao site: http://www.streetchildrenprojectksi.org

Acredito que concordam que estas duas obras vicentinas seriam queridas ao coração de São Vicente e de Santa Luísa e lhes estariam bem próxima. Representam um exemplo maravilhoso dos esforços empreendidos nestes locais para responder pela Boa Nova de Jesus, ao clamor dos pobres e dos esquecidos. A Quaresma é um tempo não somente para meditar sobre a vida de Jesus, mas para estar em relação com os pobres de Deus e de agir em seu nome.

Um tempo para a ação.

“O que devemos fazer?” Essa foi a questão que Madame de Gondi fez a Vicente em 1617 quando ambos foram testemunhas da miséria espiritual dos camponeses de sua vasta propriedade familiar. A resposta de Vicente à esta questão continua ainda hoje no mundo, através dos padres, Irmãos, Irmãs e leigos que são o coração vivo e constitutivo da Família Vicentina. A nossa realidade mundial tem um impacto muito maior que aquele que Vicente e Luísa jamais puderam imaginar.

Mas, o tempo da Quaresma nos lembra que o Cristo sofredor em sua paixão está presente em nosso mundo de inúmeras maneiras. Como discípulos de Jesus, nossa tarefa consiste em agir em seu nome: “Toda as vezes que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes” (Mt 25, 40). Como portadores do carisma vicentino é nossa tarefa responder com amor e com o serviço, tanto pessoal como coletivamente. Mesmo que estejamos sempre ocupados com muito trabalho, permitam-me sugerir um outro gênero de ação.

Em nossa última Assembleia geral, a Congregação da Missão adotou um plano estratégico quinquenal com objetivos anuais para melhor viver nossa vocação vicentina e o carisma da Família Vicentina. O objetivo sobre o qual centramos nossa atenção este ano é “a mudança sistêmica”, que definimos pelo fato de trabalhar não somente para melhorar as condições de vida dos pobres, mas a mudar as estruturas da sociedade que geram a pobreza. Para encorajar nossos coirmãos a se integrarem na mudança sistêmica em suas províncias e serviços, estratégias são sugeridas. Se algumas são especificamente da Comunidade dos Lazaristas, partilharei várias estratégias que podem ser utilizadas, assim acredito, por outros ramos da Família Vicentina:

•Favorecer atividades que promovem mudanças sistêmicas na sociedade: desenvolver o autogoverno local, formação de grupos de entreajuda, programas de microcréditos locais.
•Proporcionar assistência jurídica para a defesa dos Pobres e a promoção da justiça.
•Criar programas que impeçam o tráfico de pessoas e que assegurem a promoção da vida, o acesso universal à ajuda social, a proteção do meio ambiente, a dignidade das mulheres e das crianças, os direitos do migrantes e a participação na sociedade.
Estas estratégias de “mudança sistêmica” extraídas do plano da Congregação oferecem-lhes uma grande diversidade de ideias para agir. A mudança sistêmica é um objetivo importante para a Família Vicentina. Acredito que todos nós podemos encontrar meios para adaptá-la às nossas obras e formar a outros sobre sua importância.

Durante a Quaresma e ao longo de todo este ano, temos a oportunidade de crescer na fé meditando a Palavra de Deus e participando da Eucaristia que aprofunda os laços que nos unem ao serviço dos pobres. É uma tarefa que pode nos intimidar, mas como membros da Família Vicentina, nossa “mística da caridade” inspira-nos para lembrar a quem servimos e porquê:

"Peço a Nosso Senhor, que possamos morrer para nós mesmos para ressuscitar com Ele, que Ele seja a alegria do vosso coração, o fim e alma de vossas ações e vossa glória no céu. Assim o será, se de agora em diante, nos humilharmos como Ele se humilhou, se renunciarmos nossas próprias satisfações para segui-Lo, carregando nossas pequenas cruzes, e se entregarmos de bom grado nossa vida, como Ele doou a sua pelo próximo que Ele tanto ama e quer que o amemos como a nós mesmos" ( SV Coste III,629)

Nosso mundo agitado e a miséria das crianças Restavek e de Kumasi, podem as vezes, nos parecer esmagadores. Contudo, nossa fé em Jesus e o carisma vicentino renovam a força e a confiança para enfrentar o futuro com esperança. Por intercessão de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, peço para que esta quaresma seja um tempo onde a graça e a bondade de Deus sejam manifestadas, com toda a plenitude em nossa vida e na de todas as pessoas que servimos.

Seu irmão em S. Vicente,
Pe. Gregory Gay, CM
Superior Geral

domingo, 19 de fevereiro de 2012

18 de Fevereiro, 192 anos da morte de Sao Francisco Regis Clet

Francisco Régis Clet nasceu em Grenoble a 19 de agosto de 1748 e foi ordenado presbítero em Lyon a 27 de março de 1773. Nomeado para o Seminário Maior de Annecy, aí ensinou Teologia durante quinze anos. Em maio de 1788, foi colocado como Diretor do Seminário Interno da Casa Mãe, em Paris. Após os estragos da Revolução Francesa, pediu para partir para as missões estrangeiras.

Chegou a Macau no dia 15 de outubro de 1791 e, durante trinta anos, dedicou-se totalmente à missão da China. Em terras pobres e sofridas, as agruras da seca, da fome e da pobreza assolavam a todos, inclusive os missionários, que, impelidos pela caridade, além de promoverem inúmeras campanhas em favor do povo, muitas vezes tiravam de seu próprio sustento para auxiliar os indigentes que vinham até eles, clamando por socorro. Neste apostolado, Padre Clet teve a alegria de ver a Igreja crescer na China.

Perseguido, foi denunciado e preso, na altura de seus 70 anos. Condenado, morreu estrangulado, perto de Outchangfou, a 18 de fevereiro de 1820. Foi beatificado no dia 17 de maio de 1900 e canonizado a 01 de outubro de 2000.

FONTE: CONGREGAÇÃO DA MISSÃO

Morre bispo vicentino

Na manhã do último dia 13 de fevereiro, às 11h30, morreu o bispo de São José dos Pinhais (PR), dom Ladislau Biernaski, da Congregação da Missão (ramo da Família Vicentina), que estava internado há pouco mais de uma semana por conta de um câncer. A cerimônia de sepultamento, presidida pelo arcebispo de Curitiba (PR), dom Moacyr José Vitti, será às 09h de hoje (15).

Dom Ladislau Biernaski, 74 anos, nasceu no dia 24 de outubro de 1937, em Almirante Tamandaré (PR). Foi admitido no Seminário Interno da Congregação da Missão no dia 27 de fevereiro de 1955 e ordenado presbítero no dia 06 de julho de 1963, em Curitiba (PR). Sua Ordenação Episcopal foi no dia 27 de maio de 1979, em Roma, Itália, quando escolheu por lema: “Ele é a nossa paz”.

Dom Ladislau foi bispo auxiliar de Curitiba (PR), do ano de 1979 a 2006. Foi também responsável por diversas Pastorais Sociais no Brasil, como a Pastoral Operária, Comissão Pastoral da Terra (onde foi vice-presidente de 1997 à 2003, e atual presidente), Pastoral Carcerária (1979) e Pastoral do Menor (1988). Em sua larga atuação no Regional Sul 2, foi membro da presidência (1999) e secretário executivo (2007).


Nota de pesar da CNBB

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) manifesta o seu pesar pela morte de dom Ladislau Biernaski, do bispo de São José dos Pinhais (PR), ocorrido na manhã desta segunda-feira, dia 13 de fevereiro.

Nossa fé em Cristo nos leva a renovar com os familiares, os irmãos e as irmãs da diocese de São José dos Pinhais, a certeza da ressurreição. O consolo que nos ampara nesta hora é contemplar, de forma agradecida, a vida de um homem justo.

O ministério episcopal de dom Ladislau foi marcado pela inteira dedicação à pastoral e ao povo. Esteve presente e atuante de 1979 até 2006, como bispo auxiliar de Curitiba (PR). Acompanhou, em nome de nossa Conferência, as ações das Pastorais Sociais no Brasil, como a Pastoral Operária e a Comissão Pastoral da Terra, da qual foi vice-presidente de 1997 a 2003, e era seu atual presidente. Acompanhou a Pastoral Carcerária e a Pastoral do Menor. Também prestou relevantes serviços no Regional Sul 2.

“Ele é a nossa paz”, foi seu lema episcopal e hoje é a nossa expressão de confiança ao reconhecer a firme atuação de Dom Ladislau em favor do Reino de Deus. Neste momento, unimos-nos a todos os que rezam em ação de graças pela sua vida.

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo auxiliar de Brasília - Secretário Geral da CNBB

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Divulgada arte da Romaria 2012



Este ano, a ‘Praça das Palmeiras’ (na entrada da Basílica Nacional de Aparecida) vai ser colorida de azul. Os cerca de 30 mil vicentinos presentes ao evento usarão a cor em camisas e bonés. Para se ter uma prévia das peças, hoje, o Departamento Nacional de Comunicação divulga a arte do cartaz que promove a festa. Nele, há um espaço onde se é possível acrescentar informações sobre excursões promovidas pelas Unidades.
Os cartazes foram enviados aos Conselhos Metropolitanos na semana passada para que fossem distribuídos às outras unidades vicentinas.

A cor
Leveza, tranquilidade e serenidade. Características presentes no projeto visual da Romaria 2012. A cor azul foi usada como base principal, pois, simboliza na metodologia das cores ânimo para começar uma nova etapa com as forças renovadas. Ela inspira mais comunicação, sensibilidade e criatividade. Palavras que são extremamente necessárias para os encontros com os mais Pobres. É uma sintonia com o tema de 2012 e da Romaria.

Cartaz
Usando da base de cor principal e sobretons em azul mais forte, o cartaz centraliza o tema da Romaria, repassa a programação e ainda reforça o convite para que os vicentinos estejam presentes em todos os eventos. Ele ainda traz todos os canais de comunicação disponíveis em que se pode encontrar mais informações da festa.

FONTE: DA REDAÇÃO DO SSVPBRASIL

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

“COMO MATAR A OBRA UNIDA?”



1. Não a freqüente, mas quando você for lá, procure algo para reclamar. Com certeza você sempre vai encontrar alguma coisa errada. Fique de olho. Explore isso.

2. Ao comparecer a qualquer atividade, dedique-se em encontrar falhas nos líderes. Veja se os dirigentes estão fazendo as coisas corretas. Se encontrar falhas fale e espalhe para os outros. Critique de verdade. Agora, quanto às coisas boas que fazem ou dizem, não comente nada, não elogie, fique na sua, em absoluto silêncio.

3. Nunca aceite missão, compromisso ou incumbência alguma; lembre-se que é mais fácil criticar do que realizar.

4. Se o Presidente da Obra Unida, ou qualquer outro dirigente pedir sua opinião sobre importante assunto, responda que não tem nada a dizer e depois espalhe como deveriam ser as coisas, em sua “opinião”.

5. Não faça mais que o absolutamente necessário; porém, quando o Presidente e seus auxiliares estiverem trabalhando com boa vontade e interesse para que tudo corra bem, afirme que a Obra Unida está sendo dirigido e dominada por um grupinho.

6. Se você for convidado para qualquer encargo, simplesmente seja esperto(a) e recuse. Alegue que você não tem tempo e depois critique com a seguinte afirmação: “Essa turma quer sempre mandar na Obra Unida e eu sou uma pessoa democrática”. “Sou diferente deles.

7. Quando você tiver qualquer problema de relacionamento com o Presidente, ou qualquer outro dirigente, procure vingar-se fazendo acusações e divulgando “erros” por eles cometidos. Não será difícil, pois esse pessoal está cheio de falhas humanas.

8. Sugira, insista e cobre a realização de cursos, palestras, encontros e eventos. Mas, quando forem realizados, não se inscreva e nem compareça.

9. Se você receber questionários solicitando sugestões e se a Obra Unida não adivinhar suas idéias e pontos de vista, critique e espalhe a todos dizendo que você é ignorado e que não te dão importância que você merece.

10. Após tudo isso, quando a Obra Unida estiver em crise financeira, com poucos voluntários, enroscada de problemas e dificuldades, estufe seu peito e diga: “Eu não disse que isso ia acontecer?


Fonte: Lista “Reflexões” e Revista “Voz Vicentina” – Goiânia (GO) – adaptação da coordenação da Ecafo do CC de Itapetininga (SP)

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

As diferenças entre assistencialismo, filantropia e caridade



Muita gente, ao se referir às ações de promoção social de pessoas necessitadas materialmente, confunde os significados das palavras assistencialismo, filantropia e caridade, utilizando-as como sinônimos. Contudo, essas três expressões possuem diferenças relevantes e é importante que a comunidade vicentina tenha esses conceitos bem claros a fim de evitar equívocos de interpretação.
Assistencialismo (palavra latina que significa “estar junto”, “pôr-se junto”) vem da palavra assistência, que significa ato ou efeito de assistir. Então, assistencialismo consiste no conjunto de ações implementadas por alguém em prol de outro, no sentido de dar proteção, amparo, auxílio, ajuda, socorro. O termo “assistencialismo” possui o sentido um tanto negativo entre nós por que o que caracteriza especificamente o assistencialismo é o fato de não se preocupar com a erradicação das causas dos males sociais. Como doutrina, o assistencialismo defende que nada há de fazer em termos de reformas estruturais, reduzindo toda ação social à aplicação de paliativos.
Já filantropia, palavra de origem grega que significa “amizade pelo homem”, tem mais a ver com humanitarismo, ou seja, amor à humanidade. O termo surgiu no século XVIII e era comparado a um tipo de caridade que se julgava mais esclarecedora, mais científica, em seu modo de agir, e não inspirada em motivos teológicos, mas exclusivamente humanos e sociais. Hoje, filantropia possui um significado quase que neutro para significar o “culto de atitudes humanas para com os necessitados” e, num sentido mais amplo, um vago interesse pelos problemas humanos. É uma palavra que está associada às pessoas, independentemente da religião ou condição social. Por exemplo, os clubes de serviço (Rotary, Lions e Leões do Brasil) desenvolvem ações filantrópicas, isto é, atividades sociais, sem envolver a dimensão espiritual. Em alguns dicionários, filantropia é sinônimo de caridade, mas sem englobar a presença de Deus nesses atos.
Por sua vez, caridade é a palavra cristã que significa o “amor que move a vontade à busca efetiva do bem de outrem”. Caridade identifica-se com o amor de Deus. Caridade é Deus! Fazer caridade ou praticar caridade é ter as mesmas atitudes, as mesmas ações que Deus teria em determinadas situações de miséria e de pobreza. É sentir como Deus “faria” e fazer a mesma coisa. É doar-se, sem preocupação em receber nada em troca. É a prática viva do Evangelho. Também significa benevolência, complacência, compaixão e beneficência. É uma das virtudes teologais, ou seja, é uma das virtudes que Deus oferece a nós. Em muitos casos, caridade e amor se confundem e alguns dicionários utilizam a expressão “amor-caridade” para tentar aproximar ao real significado da palavra.
Sendo assim, podemos concluir que se o trabalho de promoção humana integral desenvolvido pelas Conferências Vicentinas fosse mero assistencialismo ou filantropia, não teríamos atingido tantas graças e vitórias no atendimento às famílias carentes e demais pessoas excluídas do convívio social que nos foram colocadas sob proteção. Nossa atuação segue firme por se tratar de uma obra de caridade, que envolve a dimensão do amor. Aqui reside o nosso diferencial.
Nossa extrema devoção aos excluídos, nosso amor por Deus na pessoa do pobre, nossa dedicação absoluta à causa do Evangelho e nossa verdadeira obsessão em reduzir as desigualdades sociais sintetizam o aspecto caritativo do trabalho da Sociedade de São Vicente de Paulo em todo o mundo.

Cfde. Renato Lima